Coreia do Norte abandona desnuclearização e culpa os Estados Unidos

Daniele Andrade
Jornalista formada pela Universidade Positivo, pós-graduada em Mídias Digitais. Atualmente cursa bacharel em História. Gosta de produzir reportagens sobre política tanto nacional quanto internacional, economia e tecnologia.
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Crédito: Reprodução / Wikimedia Commons

Na terça-feira (21), a Coreia do Norte informou não estar mais comprometida a interromper seus testes nucleares e de mísseis. Como resultado dessa ação, o país culpou os Estados Unidos por não cumprir o prazo no final do ano passado das negociações nucleares, além de ter realizado sanções norte-americanas, segundo reportagem da Reuters.

Kim Jong Un, líder norte-coreano, deu como prazo final o mês de dezembro de 2019, para que fosse realizadas as negociações de desnuclearização com os EUA. O conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, Robert O’Briein comentou na época que estavam abertos aos canais de comunicação.

Mas a negociação não ocorreu como planejado. Robert afirmou a Reuters, que esperava que Kim seguisse os compromissos que assumiu nas cúpulas realizadas com Trump.  Já o conselheiro da missão norte-coreana na ONU em Genebra, Ju Yong Chol comentou que foram interrompidos os testes nucleares nos últimos dois anos. Com o objetivo de construir uma relação de confiança com os norte-americanos, segundo a Reuters.

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Mas em meio a negociação, os Estados Unidos reagiram continuando seus exercícios militares junto com a Coreia do Sul. Além de impor sanções ao país, disse Chol.

Na Conferência do Desarmamento, o conselheiro da Coreia do Norte declarou: “Como ficou claro agora que os EUA permanecem inalterados em sua ambição. De impedir o desenvolvimento da Coreia do Norte. E, de sufocar seu sistema político, não encontramos razão para ficarmos unilateralmente vinculados. Pelo compromisso que a outra parte deixa de honrar. Se os EUA persistirem em uma política tão hostil. Em relação à Coreia do Norte, nunca haverá a desnuclearização da península coreana”.