Copom: representantes da indústria aprovam decisão sobre Selic

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)
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Crédito: Divulgação

O Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic em 2% ao ano.

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Com o anúncio de hoje (28), representantes do setor da indústria comentaram sobre a decisão à Agência Brasil.

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Hoje o Twitter é pauta na Money Week.

Firjan: reformas urgentes

A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) considerou acertada a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de manter a taxa básica de juros Selic em 2% ao ano.

Mas pediu a aprovação urgente das reformas para que haja recuperação econômica. A informação foi divulgada esta noite (28) por meio de nota.

“A Firjan entende que a manutenção da taxa básica de juros em 2% vai na direção correta. Ainda há elevada capacidade ociosa em diversos setores da economia”, afirmou a entidade em nota.

“Além disso, as expectativas para a inflação seguem dentro da meta, apesar da alta dos preços de alimentos. De fato, o quadro demanda a continuidade de políticas de estímulo à atividade”, adicionou.

A Firjan lembrou, entretanto, que o desequilíbrio das contas públicas coloca em risco a continuidade de regras fiscais, como o teto de gasto.

A federação reiterou que é urgente a aprovação de reformas, como a tributária e a administrativa, e também a PEC emergencial.

“Apenas dessa forma, será possível garantir o arcabouço fiscal, a manutenção da confiança e a recuperação econômica”, lembrou ainda a nota.

“Caso contrário, além do baixo crescimento e elevado desemprego, teremos por consequência inflação e juros altos em um futuro não tão distante”, concluiu a nota.

CNI: recuperação sustentada na economia

A manutenção da taxa Selic em 2% ao ano é necessária para manter a recuperação sustentada da economia, apesar da aceleração da inflação nos últimos meses, avalia a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Em nota, a entidade pediu compromisso com o teto federal de gastos e com a continuidade das reformas estruturais para que os juros continuem baixos por mais tempo.

“A Selic em baixo patamar segue sendo necessária para a recuperação mais célere e sustentada da economia, uma vez que incentiva a demanda e reduz o custo do crédito”, informou o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

Mesmo com a aceleração da inflação nos últimos meses, a CNI destaca que as projeções do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) continuam abaixo das metas de inflação para os próximos anos.

Copom: projeções

Hoje, Copom divulgou que revisou as projeções de inflação para 3,1% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,5% em 2022.

No comunicado, a entidade pediu a preservação do regime fiscal, com a retomada das discussões de reformas que controlem os gastos públicos e impeçam novos aumentos da Selic nos próximos anos.

Entre as medidas defendidas, estão a manutenção do teto de gastos e as reformas tributária e administrativa.

“As decisões de política monetária têm sido tomadas considerando a preservação do regime fiscal”, disse o comunidade.

“Desta forma, a CNI avalia que o compromisso de manutenção do teto dos gastos e o avanço das discussões em torno das reformas estruturais, tributária e administrativa, são essenciais para a manutenção dos juros baixos pelo Copom por um período mais prolongado de tempo”, concluiu o comunicado.

FIERGS: dívida pública

A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS) disse que a decisão era esperada.

“Os efeitos da pandemia sobre os preços foram diversos: num primeiro momento geraram deflação. Hoje, geram uma pressão”, afirmou o presidente Gilberto Porcello Petry.

“Apesar da mudança na direção da inflação, o fator preponderante hoje não é monetário, e sim fiscal. Enquanto o país não mitigar suas limitações fiscais, dando sinais de que está comprometido em reverter a escalada da dívida pública, será difícil termos juros mais baixos”, completou.

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*Com Agência Brasil

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