Copom aponta tendência para uma inflação abaixo do que era esperado

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Patrícia Auth
Patrícia Auth é jornalista formada pela Univali de Itajaí/SC. Trabalhou em impressos, como o Jornal de Santa Catarina, e também, como repórter na Rede Record e RBS TV. É casada, mãe da Lívia e adoradora de boa música e gastronomia.Na equipe EuQueroInvestir, é responsável pela produção de vídeos, e também escreve e edita artigos para o site.Entre em contato com a Patrícia pelo e-mail: patricia.auth@euqueroinvestir.com

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A economia ainda em fase de recuperação aumenta o risco de a inflação fechar em um resultado abaixo do esperado. É o que avalia o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central, órgão que possui entre as suas atribuições a de definir a taxa básica de juros (Selic). A última reunião do Copom foi realizada na semana passada, contudo, a ata foi publicada apenas nesta terça-feira (18). Ainda nessa reunião, o comitê votou pela permanência da taxa Selic em 6,5%, número que tem sido mantido desde as últimas seis reuniões.

De acordo com o descrito na ata, os membros do comitê avaliam que desde a sua última reunião, os riscos de que um nível de ociosidade elevado produza uma trajetória prospectiva de inflação abaixo do esperado aumentaram. Além disso, outros riscos que também apresentaram queda são os relacionados a frustração das expectativas de que as reformas (como é o caso da Previdência) e dos ajustes que a economia brasileira necessita sejam continuados.

O documento divulgado pelo Copom dispõe que o órgão debateu, mais uma vez, acerca da “conveniência” de sinalização sobre o futuro da taxa Selic. Contudo, o mesmo documento aponta que todos os membros do comitê estão de acordo com o fato de que a atual conjuntura recomenda a manutenção de uma maior flexibilidade na condução da política monetária do país, o que indica que o órgão deve abster-se de apontar quais serão os seus próximos passos.

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No entanto, o Copom reforça que a definição da Selic ainda depende de uma evolução na atividade econômica do país, além dos riscos, das projeções econômicas e das expectativas de inflação.

O Banco Central possui como o seu principal instrumento de controle da inflação a taxa Selic. No caso das instituições financeiras, a Selic deve subir ao longo do ano que vem, encerrando 2019 em 7,5% ao ano. As reuniões do Copom ocorrem a cada 45 dias, logo, a próxima será realizada em fevereiro.

No momento em que o Copom aprova a redução dos juros básicos, a tendência é que os custos do crédito diminuam e que a produção e o consumo sejam incentivados. Antes de reduzir a Selic, a autoridade monetária deve ter segurança de que há um controle sobre os preços e que isso não acarretará em uma meta de inflação acima do esperado. Já no momento em que o Copom aumenta a Selic, o que se espera é conter a demanda aquecida, o que causa reflexos diretos nos preços, pois os juros mais altos acabam por encarecer o crédito, logo, as pessoas começam a fazer uma poupança.

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[box type=”info” align=”” class=”” width=””]Ainda na ata da última reunião, o Copom aponta que a taxa Selic em constantes 6,5% ao ano, além da taxa de câmbio estumada em R$ 3,85 fazem com que a projeção da inflação para 2019 e 2020 seja de algo próximo a 3,7% e 4%, respectivamente.[/box]

Essas estimativas ainda estão abaixo das metas de inflação que o Banco Central deve perseguir ao longo do próximo ano. Em 2018, a meta central é de 4,5%, já os limites inferior e superior são de 3% e 6%, respectivamente. A meta para 2019 é de 4,25% e o intervalo de tolerância é de 2,75% a 5,75%. Já em 2020, a meta estimada para a inflação é de 4% e o intervalo de tolerância é de 1,5% para cima ou para baixo.

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