Copel (CPLE6) fecha contrato para adquirir complexo eólico por R$ 1,059 bi

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)
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Crédito: Divulgação

A Companhia Paranaense de Energia, Copel (CPLE6), informou que a controlada Copel Geração e Transmissão assinou contrato para a aquisição de 100% do Complexo Eólico Vilas, no Rio Grande do Norte, com 186,7MW de capacidade instalada.

A aquisição, segundo a Copel, faz parte da estratégia da companhia de crescimento sustentável em energia renovável, amplia a diversificação da matriz de geração e está “totalmente aderente à recente Política de Investimentos aprovada no início deste ano.”

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O valor total da transação é de R$ 1.059 milhões, o que inclui financiamentos de longo prazo  e vencimentos até 2040, contratados junto ao Banco do Nordeste (BNB).

O fechamento da transação ocorrerá em 30 de novembro de 2021, após cumprimento de condições precedentes.

Copel: ativos operacionais e localização

O empreendimento estará totalmente em operação até a data de fechamento da aquisição e é formado por um conjunto de cinco Parques Eólicos, atualmente pertencentes à Voltalia Energia do Brasil, localizados no Munícipio de Serra do Mel (RN), região considerada como uma das melhores do mundo para a geração de energia de fonte eólica.

Isso permite, lembra a Copel, um elevado fator de capacidade de 56,9% e energia certificada (P50) de 106,3MW médios.

Parte da energia do empreendimento foi comercializada no ambiente regulado (ACR), com início do suprimento em 2023 e 2024 e prazo de 20 anos, conforme detalhes a seguir:

Copel: energia certificada

No ambiente livre (ACL), até 2030 cerca de 51% da energia certificada (P50) já está contratada, remanescendo cerca de 13% da energia disponível para novos contratos. Salienta-se que até o início do suprimento de energia no ambiente regulado em 2023 e 2024, a energia já está comercializada no ambiente livre(ACL).

Potenciais Sinergias

Com a aquisição, a capacidade instalada de geração eólica da companhia será incrementada em 29%, com a mesma estrutura de gestão operacional, permitindo assim uma sinergia operacional com demais empresas do grupo que compartilham a mesma estrutura.

“Além disso, cerca de metade dos serviços de operação, manutenção (O&M) e gestão será prestada pela Copel GeT”, diz o comunicado da Copel.

“Com a adição de capacidade, a fonte eólica passará a representar 13% do portfólio de geração de energia da Copel, o que traz benefícios ao portfólio como incremento de energia incentivada e a redução da exposição ao risco hidrológico.”

Além do empreendimento estar enquadrado no lucro presumido, há benefício de 50% no custo da TUST (tarifa de utilização do sistema de Transmissão).

A aquisição está sujeita à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), credores e outras condições precedentes usuais para esse tipo de operação, incluindo a operação comercial de todos os parques.

Como a aquisição será realizada pela Copel GeT, não será necessária a realização de assembleia geral da companhia para aprovar a operação.

Bemobi (BMOB3): SPX Equities aumenta participação

A Bemobi (BMOB3) comunica que recebeu a SPX Equities Gestão de Recursos adquiriu ações ordinárias da companhia (BMOB3) e passou a deter 4.790.269  ações ordinárias. Esse número representa 5,27% do capital.

Cesp (CESP6) informa mudança acionária

A Cesp (CESP6) divulgou que o Bradesco Asset Management (BRAM) dispõe agora de 10.730.119 ações preferencias classe B (CESP6), que correspondem a 5,09% das ações preferenciais desse tipo emitidas pela companhia.

Equatorial (EQTL3): Schroder chega a 5,01% de participação

A Equatorial Energia (EQTL3) informou que a Schroder Brasil, representante de todas as empresas do grupo financeiro Schroders adquiriu 1.900 ações de emissão.

Com a aquisição, o Grupo Schroders detém 50.612.155 ações ordinárias da companhia, que representam 5,01% do total de ações.

 

 

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