Convulsão social é a maior preocupação da Justiça, diz Moro

Osni Alves
Jornalista | oalvesj@gmail.com
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Crédito: Wilson Dias/Agência Brasil

Ministro da Justiça e Segurança Pública, o ex-juiz Sergio Moro disse hoje que a convulsão social é a maior preocupação da pasta.

No entanto, frisou, a situação está sob controle por conta do socorro do governo às classes menos favorecidas, com garantia de salário e tentativa de manutenção dos empregos.

Ele participou de uma live promovida pela XP Investimentos na tarde desta segunda-feira (6) via rede social.

“Há também uma preocupação constante com as estradas federais, mas esse momento de crise tem favorecido o sentimento de união e solidariedade”, disse.

Isso porque, segundo o ministro, toda preocupação tem se mostrado abstrata, por enquanto, e há muito voluntariado correndo por fora e dando suporte a quem precisa.

Ele aproveitou para reforçar a importância das forças de segurança que estão na linha de frente no combate à pandemia, logo atrás dos médicos e enfermeiros.

“Trata-se de um serviço essencial. Eles não podem simplesmente ficar em casa”, frisou.

Sistema carcerário

De acordo com Moro, em todo o mundo foram registrados apenas dez óbitos de apenados em decorrência do coronavírus. No Brasil também não confirmação de óbitos no sistema carcerário comprovados.

“Existe uma preocupação, porque nossos presídios não tem condição sanitária adequada e muitos dos presos têm doenças preexistentes”, disse.

Em razão disso, o ministério controlou e até proibiu visitas de todos os tipos.

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Impor coercitivamente

Segundo o ministro, as forças de segurança tem autoridade de, se preciso for, impor o isolamento de maneira coercitiva, ou seja, pela força.

“O primeiro passo é o diálogo e orientação”, disse, acrescentando que podem sim usar a força para debelar aglomeração.

Ações já implementadas

O ministro elencou as ações da pasta já implementadas como medida para conter o avanço do coronavírus.

“Fechamento de fronteiras aéreas e terrestres, começando pela Venezuela”, disse, acrescentando que está analisando os efeitos para os dias à frente.

“Precisamos ver o que vai acontecer, se os crimes vão aumentar ou diminuir, inclusive se esses efeitos vãos ser passageiros ou duradouros”, disse, em referência aos impactos do vírus.