Convivência do 5G com satélite segue em teste

Tatiane Lima
Jornalista, redatora sênior. Tecnóloga em Recursos Humanos e MBA em Comunicação e Marketing. Apaixonada por empreendedorismo criativo. Atuei nos três setores, com hard news, jornalismo on, off e redação publicitária.
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Crédito: Mohamed Hassan/ Pixabay

Os resultados da segunda bateria de testes que analisou a convivência entre os sinais 5G e de televisão via satélite foram divulgados. O anúncio ocorreu nesta terça-feira (21), em Campinas, no interior de São Paulo, e apontou para uma possível viabilidade. Apesar de a avaliação laboratorial do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) ter sido promissora, os testes continuam.

A partir de março, os testes para a convivência seguirão, mas em campo, para uma simulação mais semelhante às condições reais. À frente dos estudos está a solicitação das empresas que operam serviços de telefonia móvel no Brasil. As quais se preocupam com a cenário para a instalação e perfeito funcionamento do 5G em território nacional. Atualmente, o serviço de televisão aberta por sinal de satélite opera em banda C, entre 3,6 GHz e 3,8 GHz. Tanto no modo analógico, quanto no digital.

Já a tecnologia 5G deverá operar na frequência entre os 3,3 GHz e os 3,6GHz. Em dezembro de 2019, o Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviços Móvel Celular e Pessoal (Sinditelebrasil) sugeriu a liberação de mais 0,1GHz. Essa medida seria uma alternativa a fim de evitar a interferência entre os dois sinais, em frequências tão próximas.

A realidade do 5G

Por isso, atendendo à proposta do Sinditelebrasil, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), passou a investigar o impacto dessa ampliação. Desta forma, solicitou às operadoras de satélite um detalhamento sobre o impacto da alteração na banda C para o 5G. Desde que os canais sejam digitalizados, segundo evidências técnicas, é viável transferir os serviços para frequências mais altas. Assim, a margem ofertada no leilão chegaria aos 3,7 GHz, com fatia de preservação entre 3,7 GHz e 3,8 GHz.

Contudo, todo o processo ocasionará um custo das operações. Também a pedido da Anatel, as empresas já estão estudando os efeitos desse pacote de ações sobre os negócios. Embora os dados ainda estejam em análise, a perspectiva de perda das operadoras de satélite é de, ao menos, 75 MHz.