Convenção do Partido Democrata é adiada para agosto em virtude da pandemia de Covid-19

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor

Crédito: Getty Images

O Partido Democrata adiou a convenção nacional da legenda, que estava marcada para julho, para o mês de agosto. A informação foi dada por Joe Solmonese, presidente da Convenção Nacional Democrata (DNC, na sigla em inglês), na tarde dessa quinta-feira (2).

“Em nosso atual clima de incerteza, acreditamos que o mais inteligente é levar mais tempo para monitorar como essa situação se desenrola, para que possamos posicionar melhor nosso partido em uma convenção segura e bem-sucedida”, disse, em comunicado à imprensa.

“Sempre acreditei que a inovação e a criatividade americanas brilham mais intensamente durante nossos dias mais sombrios e, por esse motivo, estou confiante de que nossa equipe de planejamento e nossos parceiros encontrarão uma maneira de realizar uma convenção em Milwaukee neste verão, para colocar nosso candidato democrata no caminho da vitória em novembro”, ressaltou, otimista.

Os Estados Unidos são o país com mais casos confirmados do novo coronavírus, o Covid-19. São mais de 240 mil infectados e 5.807 mortos. O número tende a subir ainda mais. Nessa quarta-feira (1º), o país bateu o recorde de mortos em um só dia, 1.049.

Nova data da convenção

A convenção agora será realizada “na semana de 17 de agosto”, de acordo com o comunicado do partido.

Os organizadores da convenção esperam que haja, assim, “mais tempo para pensar a estrutura mais apropriada para esse evento histórico”. A Convenção Nacional Republicana está programada para ocorrer entre 24 e 27 de agosto.

O ex-vice-presidente Joe Biden, o principal candidato a ser nomeado pelo partido disse que achava complicado que a convenção mantivesse a data: ‘é difícil imaginar isso”.

“Deveríamos ser capazes – fomos capazes de fazê-lo no meio da Guerra Civil e até da Segunda Guerra Mundial – realizar convenções e primárias e eleições democráticas e republicanas e ainda ter segurança pública. E somos capazes de fazer as duas coisas. Mas o fato é que pode ter que ser diferente agora, diante desse cenário”, ressaltou.

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Primárias ajustadas

A vaga democrata para enfrentar o atual presidente norte-americano Donald Trump ainda não está totalmente decidida.

Embora Joe Biden esteja bem à frente, com 1.217 delegados prometidos contra 914 do adversário Bernie Sanders, ainda há um bom caminho a se percorrer.

Há ainda 25 estados para realizar primárias, a maioria marcada para 2 de junho. As próximas são na terça-feira que vem, dia 7 de abril, em Wisconsin.

Os estados e territórios dos EUA fazem adequações para permitir que seja utilizado um sistema de correio para substituir a votação pessoal, ou até mesmo adiaram suas primárias, na esperança que a crise já tenha sido minorada.

Mudança nas campanhas

A crise pode ser benéfica para o líder Joe Biden, já que ele e seu opositor agora não podem sair mais às ruas pedir votos.

Ambas as campanhas não realizam mais eventos ou manifestações presenciais e contam com o alcance digital para convencer os eleitores.

Há uma expectativa de que dependendo de como cada estado adeque seu sistema de votação, haja mais abstenção. Biden também poderia, em tese, tirar vantagem dessa situação. O esforço maior para que as pessoas façam a escolha tem que ser de Sanders.

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