Contas externas têm saldo positivo de US$ 202 milhões em novembro

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
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Crédito: Reuters

O Banco Central divulgou nesta sexta-feira (18) que as contas externas registraram saldo positivo de US$ 202 milhões em novembro. De acordo com o BC, esse é o sétimo superávit nos últimos oito meses. Além disso, é o maior superávit para o mês de novembro desde 2006, quando chegou a US$ 1,3 bilhão. Em novembro do ano passado, houve déficit de US$ 3,106 bilhões nas transações correntes.

“Essa reversão seguiu a tendência observada nos últimos meses e decorreu das reduções de US$ 2,8 bilhões e de US$ 507 milhões nos déficits em renda primária e serviços. O superávit da balança comercial de bens manteve o nível do ocorrido em novembro de 2019”, afirmou o BC, em relatório.

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De janeiro a novembro, foi registrado déficit em transações correntes de US$ 7,502 bilhões, contra US$ 46,045 bilhões em igual período de 2019. Em 12 meses encerrados em novembro, houve déficit em transações correntes de US$ 12,154 bilhões (0,82% do PIB). No período equivalente terminado em outubro, o saldo negativo foi de US$ 15,463 bilhões (1,02% do PIB).

Balança comercial

As exportações de bens totalizaram US$ 17,622 bilhões em novembro. Conforme o BC, o recuo foi de 0,9% em relação a igual mês de 2019. As importações somaram US$ 14,731 bilhões, queda de 1,1% na comparação com novembro do ano passado. Com esses resultados, a balança comercial registrou superávit de US$ 2,891 bilhões no mês passado. E, ainda, de US$ 44,320 bilhões, no acumulado de 11 meses.

O déficit na conta de serviços (viagens internacionais, transporte, aluguel de investimentos, etc) atingiu US$ 1,772 bilhão em novembro. Em comparação, foram US$ 2,279 bilhões em igual mês de 2019. Nos 11 meses do ano, o saldo negativo chegou a US$ 18,818 bilhões, ante US$ 31,525 bilhões de janeiro a novembro de 2019.

Além disso, o caso das viagens internacionais, as receitas de estrangeiros em viagem ao Brasil chegaram a US$ 185 milhões, enquanto as despesas de brasileiros no exterior ficaram em US$ 329 milhões. Portanto, a conta de viagens fechou o mês com déficit de US$ 144 milhões. No acumulado do ano até novembro, o saldo negativo é de US$ 2,275 bilhões.

O chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, explicou que a manutenção do baixo déficit em viagens internacionais acontece devido às restrições de deslocamento atuais. Conforme ele, o déficit médio é por volta de R$ 1 bilhão e no ano de 2019 alcançou quase R$ 12 bilhões. Comparando novembro de 2019 contra 2020, a redução é de 82% no déficit, em torno de 90% nos meses anteriores.

“Os dados ainda não permitem verificar nenhuma trajetória de melhora nas viagens internacionais. Elas permanecem com níveis baixos, estáveis e vem se mantendo assim nos últimos meses”, disse.

Investimentos

Os ingressos líquidos em investimentos diretos no país (IDP) somaram US$ 1,514 bilhão no mês, ante US$ 8,735 bilhões em novembro de 2019. Conforme o BC, de janeiro a novembro, o IDP chegou a US$ 33,428 bilhões, contra US$ 66,350 bilhões nos 11 meses de 2019.

Nos 12 meses encerrados em setembro de 2020, o IDP totalizou US$ 36,253 bilhões. O valor corresponde a 2,44% do PIB. Em comparação, em agosto, o valor era de US$ 43,474 bilhões (2,86% do PIB).

Fernando Rocha afirma que os efeitos da crise detonada pela pandemia impactaram as transações correntes. “Com a melhora na balança comercial e redução do déficit de serviços, a mesma causa reduziu os investimentos diretos. Não só no Brasil, como no mundo inteiro. O resultado de novembro está mais ou menos na média dos últimos quatro meses, aproximadamente R$ 1,7 bilhão. Estamos apresentando fluxos estáveis de IDP em níveis baixos”, destacou.

Por fim, em novembro, houve entrada líquida de investimento em carteira no mercado doméstico no total de US$ 6,789 bilhão, contra US$ 1,525 bilhões de saída líquida em igual período de 2019. No caso das ações e fundos de investimento, houve entrada de US$ 5,431 bilhões. Já os investimentos em títulos de dívida tiveram entrada líquida de US$ 1,357 bilhões.

De janeiro a novembro, houve saídas líquidas de US$ 14,875 bilhões nesses tipos de investimento, contra a saída líquida de US$ 2,398 bilhões observados em igual período de 2019.

*Com Agência Brasil

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