Para PSR Energy, alta da conta de luz deve frear em 2022

José Azevedo
Jornalista especializado em economia.
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Foto: conta de luz energia elétrica

Em 2021, o preço médio da conta de luz já avançou 7% – isso sem contar a nova taxa “escassez hídrica”, implementada a partir de setembro. De acordo com a PSR Energy, consultoria especializada no setor de energia elétrica, no ano que vem, porém, a alta dos preços não deve ser tão grande, com o reajuste médio ficando próximo a 1,81%. As informações são do jornal Folha de São Paulo.

No pior cenário, o aumento médio da conta de luz será de 5%. No melhor, pode haver queda do preço das contas de luz – tudo a depender de como ficará a situação hídrica em 2022.

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Parte da desaceleração do custo com as contas de luz deve vir, justamente, da alta recente dos preços. O presidente da PSR Luiz Barroso, em evento do BTG Pactual, lembrou que a bandeira recentemente imposta irá ajudar a segurar os repasses, uma vez que custeará o uso das térmicas.

“Estamos observando a possiblidade de termos até índices de reajustes tarifários negativos em 2022, como resultado do aporte na tarifa de energia de medidas que trazem dinheiro para o setor elétrico“, disse Barroso.

Privatização da Eletrobras e reversão de créditos também ajudam a desacelerar alta da conta de luz

Além da nova bandeira, se a Eletrobras (ELET3) realmente for privatizada, o Governo Federal prevê utilizar R$ 5 bilhões dos recursos levantados para pagar a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), cobrada na conta de luz.

O processo de privatização da Eletrobras também reduziria o custo da dívida de Itaipu, maior hidrelétrica do país, e ainda impulsionaria energia renováveis – tudo isso impactando o preço das contas dos cidadãos.

Além disso, em 2022, pode haver a reversão de créditos para os consumidores – esta ainda incerta, segundo a PSR. “Partindo do pressuposto de que todas as distribuidoras revertam créditos tributários em 2022, pode-se esperar que, num cenário otimista, o volume de recursos atinja o patamar de R$ 11,6 bilhões”, disse a consultoria.

Sem todas essas medidas, o preço da conta de luz poderia sofrer um reajuste de 18,6% no próximo ano.

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