Contas externas têm superávit de US$ 1,6 bilhão, acima das projeções

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução Pexels / Pixabay

As contas externas do Brasil tiveram superávit pelo quarto mês consecutivo em julho, aponta o Banco Central. Em nota à imprensa, o banco afirma que as transações correntes ficaram em US$ 1,6 bilhão. O mercado projetava superávit inferior, de US$ 0,74 bilhão. Em julho de 2019, o resultado era de déficit de US$ 9,8 bilhões.

As transações correntes compreendem as compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda do Brasil com outros países.

Segundo o Banco Central, esta reversão decorreu de alta de US$ 5,7 bilhões no superávit da balança comercial de bens e das reduções de US$ 4 bilhões e de US$ 1,6 bilhão nos déficits em renda primária e serviços.

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O déficit em transações correntes somou US$ 31,7 bilhões (2,0% do PIB) nos 12 meses encerrados em julho, ante déficit de US$ 43,2 bilhões (2,7% do PIB) no período equivalente terminado em junho.

As exportações de bens totalizaram US$ 19,7 bilhões em julho, recuo de 2,6% ante igual mês de 2019.

As importações de bens totalizaram US$12,3 bilhões, com declínio de 33,7%.

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No acumulado do ano, as exportações recuaram 6,5% e as importações, 10,2%, resultando em superávit comercial de US$ 26,2 bilhões, superior aos US$ 23,9 bilhões observados em período correspondente de 2019.

Reprodução/BC

Contas externas: investimentos diretos

Em julho, os ingressos líquidos em investimentos diretos no país somaram US$ 2,7 bilhões. Isto ante US$ 5,3 bilhões no mesmo mês de 2019. Os investimentos diretos foram de US$ 2,3 bilhões em participação no capital e de US$ 421 milhões em operações intercompanhia. Nos doze meses encerrados em julho de 2020, o IDP totalizou US$ 62,6 bilhões, correspondendo a 3,94% do PIB, em comparação a US$ 65,2 bilhões (4,01% do PIB) no mês anterior.

Reservas internacionais

O estoque de reservas internacionais atingiu US$ 354,7 bilhões em julho. E teve aumento de US$ 5,9 bilhões em comparação ao mês anterior.

Contribuiu para o aumento do estoque de reservas internacionais o resultado líquido positivo de US$ 2,4 bilhões nos diferentes instrumentos de intervenção no mercado de câmbio. Foram US$ 2,6 bilhões de retornos líquidos em linhas com recompra. Mais US$ 205 milhões de retornos líquidos nas operações compromissadas em moeda estrangeira. E US$ 365 milhões de vendas à vista. Adicionalmente, as variações por paridades e por preço e a receita de juros elevaram o estoque. Respectivamente em US$ 2,5 bilhões, US$ 524 milhões e US$ 416 milhões.