Consumo de energia cai em 0,6% em julho ante o mesmo mês de 2019

Paulo Amaral
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Crédito: Foto de divulgação

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) divulgou, nesta segunda-feira, que o consumo de eletricidade no Brasil caiu 0,6% em julho, na comparação com 2019.

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A CCEE informou que a redução foi de 59.252 MW médios para 58.878 MW médios.

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De acordo com os dados postados no site oficial do órgão, os números seguem refletindo os impactos das medidas de isolamento social adotadas por conta da pandemia de coronavírus.

“As quedas, no entanto, são muito menos expressivas do que as verificadas nos meses de maior isolamento. Para se ter uma ideia, em abril, a retração chegou a cerca de 13%”, destacou em nota a CCEE.

Hidrelétricas ampliaram geração de energia

Segundo o relatório da CCEE, as fontes hidrelétricas ampliaram em 10% a sua geração frente ao mesmo período de 2019 e foram responsáveis por 44.217 MW médios.

O desempenho é resultado da retomada das atividades em várias cidades do País, com a flexibilização das medidas de distanciamento social impostas pela pandemia em vários Estados.

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Eólicas e fotovoltaicas também registraram elevação. No caso da energia dos ventos, a produção cresceu 10,5% em julho, para 7.809 MW médios, devido à sazonalidade. A fonte solar avançou 34,3%, para 717 MW médios, puxada pelo aumento da base instalada.

A geração termelétrica, por sua vez, verificou queda de 34,8% na geração, que recuou para 8.964 MW médios. No entanto, vale ressaltar o resultado positivo das usinas à biomassa, que tiveram alta de 3,5%, passando de 4.332 MW médios para 4.485 MW médios.

Mercado livre e mercado regulado

Os clientes supridos por distribuidoras de energia, principalmente residenciais, no mercado regulado, tiveram redução de 1,8% no consumo em julho, segundo os dados.

Em relação ao mercado livre, o ACR verificaria aumento de 0,3%. Já no Ambiente de Contratação Livre (ACL), em que os consumidores podem escolher o fornecedor da sua energia, o consumo cresceu 1,8%, chegando a 19.201 MW médios.

Ao expurgarmos o impacto da migração, no entanto, o ACL apresentaria queda de 2,7%.

“Embora a alta ainda seja modesta, pode ser considerada como parte dos sinais de um início de retomada da economia”, disse a CCEE.

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