Consumidores esperam inflação de 4,8% nos próximos 12 meses

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
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A Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgou nesta terça-feira (24) a expectativa mediana de inflação dos consumidores brasileiros para os próximos 12 meses. O número avançou 0,1 ponto em novembro, para 4,8%, o maior valor desde abril deste ano (5,1%). Em relação ao mesmo mês do ano anterior, a mediana se manteve estável.

“Após a estabilidade no mês anterior, os consumidores voltam a fazer previsões ligeiramente maiores para inflação nos próximos doze meses. Seguindo a tendência de alta nas projeções dos analistas tanto para o final de 2020 quanto 2021. Vale ressaltar que o valor observado em novembro ainda é menor do que janeiro (5,0%), o que sugere certa ancoragem das expectativas, apesar dos choques de alguns itens importantes observados durante o ano, como os alimentos”, afirmou Renata de Mello Franco, economista da FGV IBRE.

Além disso, para o final de 2020 e 2021, é possível que se aproxime cada vez mais dos 5,0%. De acordo com os dados, não há perspectivas de choques favoráveis. Principalmente sobre os preços de alguns itens com peso significativo na cesta de consumo das famílias.

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Projeção dos consumidores

Em novembro, 60,1% dos consumidores projetaram valores dentro dos limites inferior e superior de inflação para 2020. Sendo estes, entre 2,5% e 5,5%, a maior parcela nos últimos seis meses. Por outro lado, a proporção de consumidores projetando abaixo do limite inferior da meta de inflação para 2020 (2,5%) diminuiu 5,8 pontos percentuais (p.p.), de 11,9% para 6,1%, a menor parcela dos últimos seis meses.

Por fim, as expectativas medianas para a inflação nos próximos 12 meses pouco variaram analisando por faixas de renda. As famílias de menor poder aquisitivo (renda familiar até R$ 2,1 mil) registraram aumento 0,1 ponto percentual enquanto as famílias de maior poder aquisitivo (renda familiar acima de R$ 9,6 mil) mantiveram suas expectativas estáveis.

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