Construtoras fecham em alta após medidas da Caixa para o setor imobiliário

Marcello Sigwalt
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Crédito: Site Cbic

Sob a garantia dos empregos pelas empresas, a Caixa Econômica Federal (CEF) anunciou, nesta quinta-feira (9), um pacote de R$ 43 bilhões de incentivo ao setor imobiliário.

Os recursos, que já deverão estar disponíveis no próximo dia 13, serão utilizados, tanto em novos contratos, quanto naqueles já em andamento.

O objetivo é minimizar os efeitos da pandemia de Covid-19 sobre esse mercado.

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Logo após o anúncio as ações do setor dispararam: Cyrela (#CYRE3) +4,11% (R$ 14,94); MRV (#MRVE3) +4,65% (R$ 13,51). Fora do Ibovespa, Gafisa (#GFSA3) +5,71% (R$ 3,70); Even (#EVEN3) +2,90 (R$ 6,38); Eztec (EZTC3) +2,55 (R$ 31,34); JHSF (#JHSF3) +2,15 (R$3,79); Tecnisa (#TCSA3) +2,99% (R$ 0,69); Tenda (#TEND3) + 2,87% (R$ 23,21).

Maioria dos papéis das construtoras avançou no fim do dia

Ao final do pregão desta quinta, a maioria das ações fechou em alta:

Cyrela (#CYRE3): +1,74% (R$ 14,60)
MRV (MRVE3): +3,49% (R$ 13,36)
GaFisa (GFSA3): +5,71% (R$ 3,70)
Even (#EVEN3): +2,42% (R$ 6,35)

Eztec (EZTC3) estava em alta, mas recuou: – 1,18% (R$ 30,20)
JHSF (#JHSF3) também subiu, mas fechou o pregão valendo – 2,15% (R$ 3,64)
Tecnisa (#TCSA3): +1,49% (R$ 0,68)
Tenda (#TEND3) +1,28%), (R$ 22,90)

Nova carência

O comportamento das ações tem relação, claro, com as medidas anunciadas. Uma delas diz o seguinte: pessoas físicas e jurídicas passam a contar com carência de seis meses, na contratação de novos empréstimos para compra e construção de imóveis.

Com a medida, voltada a manter a liquidez da economia, o governo espera garantir a manutenção de, pelo menos, 1,2 milhão de empregos na construção civil, beneficiando cerca de 5 milhões de famílias e 530 mil unidades habitacionais.

 Sem demissão

“Se necessário, vamos ampliar as linhas de crédito, pois o foco é ajudar construtoras de todos os tamanhos, mas não aceitaremos demissão”, condicionou o presidente da Caixa, Pedro Guimarães.

“Quem pediu dois meses de carência, já tem automaticamente o terceiro mês.  Avaliaremos estender para quatro meses”, adiantou.

Outra novidade do pacote é que as empresas também poderá pedir para antecipar até 20% dos recursos na contratação de crédito para novos empreendimentos.

 

Combate à crise

Considerando os R$ 111 bilhões referentes a outras linhas de crédito, a CEF já disponibilizou recursos no montante de R$ 154 bilhões para combater os impactos da crise decorrente do coronavírus.

Desse total, já foram efetivamente contratados, até agora, empréstimos no valor de R$ 35 bilhões.

Até o momento, a Caixa disponibilizou R$ 60 bilhões para capital de giro, outros R$ 40 bilhões para compra de carteira, além de R$ 5 bilhões para crédito a Santas casas, mais R$ 6 bilhões em crédito agrícolas.

Antecipação de recursos

As que já possuem obras em andamento poderão antecipar os recursos referentes aos três meses seguintes.

Para o vice-presidente de Habitação da Caixa, Jair Mahl, “isso dá fôlego, faz com que a empresa não precise usar recursos próprios para iniciar as obras”, explica.

Normalmente, a liberação de recursos para construção ocorre a cada mês, conforme o andamento da obra.

Empresas e pessoas físicas também poderão, a partir de agora, pagar apenas parcialmente as parcelas de financiamento de seus imóveis.

Pagamentos paralisados

Por conta do aguçamento da crise, em meados de março, a instituição já havia concedido dois meses de paralisação nos pagamentos, depois estendido para três meses.

O número de solicitações de “pausas nos financiamentos” soma atualmente 1,5 milhão.

Pausa de 90 dias

De acordo com o pacote, a partir da próxima segunda-feira (13), clientes que utilizam o FGTS para financiar seus imóveis poderão solicitar pausa por 90 dias nos pagamentos das respectivas parcelas cujo valor não é coberto pelo Fundo.

Redução das parcelas

Já para os que estão adimplentes ou com até duas parcelas em atraso e que pretendem manter os pagamentos das prestações, a ideia do governo é oferecer redução do valor das parcelas pelo período de 90 dias.

Construção individual

Para imóveis novos, a carência é de 180 dias para contratos de financiamento. Os que constroem a partir de financiamentos da Caixa (construção individual) poderão contar com a  liberação antecipada de até duas parcelas, com dispensa da vistoria.

Também será permitida ainda a prorrogação de carência por até 180 dias, para os projetos com obras concluídas e em fase de amortização.

Revisão do cronograma

Caso haja contingências na execução das obras, devido a problemas decorrentes da pandemia, a Caixa admite fazer a reformulação do seu cronograma.

A instituição, igualmente, ampliou o prazo de vencimento de laudos e avaliações, tendo em vista reduzir os riscos de contaminação e exposição de clientes ao covid-19.

Com o objetivo de reduzir os riscos de contaminação e exposição dos clientes e empregados à covid-19, a Caixa ampliou o prazo de vencimento de laudos e avaliações.

Além dos telefones 3004-1005 e 0800 726 0505, o banco recomentou o uso de seus canais digitais (Internet Banking e App Habitação Caixa) ou o número 0800 726 8068 para renegociação de contrato.

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