Construção: vendas ganham fôlego e impulsionam resultados do 2T21

Mitchel Diniz
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Site Janus Investimentos

Os resultados das empresas do setor de construção no segundo trimestre de 2021 (2T21) vieram fortes, como já sinalizavam as prévias operacionais das companhias. Os números mostraram que os lançamentos ganharam fôlego em relação ao primeiro trimestre e as vendas aceleraram. Além disso, houve crescimento consistente em cima de uma base de comparação que já era considerada forte.

Os analistas destacam que os resultados foram bons, mesmo com a alta do INCC (Índice Nacional de Custos da Construção). E ainda que a inflação continue elevada, as incorporadoras estão conseguindo reajustar preços sem sofrer com impacto de queda de demanda – pelo menos por enquanto.

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Os resultados das três maiores construtoras listadas na Bolsa dão uma boa ideia de como o setor se comportou no segundo trimestre e também refletem a retomada mais consistente das operações, com a flexibilização das medidas restritivas em decorrência da pandemia.

Cyrela (CYRE3): Lucro foi quatro vezes maior que o do ano passado

A Cyrela (CYRE3), construtora com maior valor de mercado na Bolsa, registrou lucro líquido de R$ 270 milhões no segundo trimestre de 2021. O resultado é quatro vezes maior que o do mesmo período do ano passado, quando a cifra ficou em R$ 68 milhões. Entre abril e junho deste ano, a construtora lançou 19 empreendimentos, totalizando um volume de R$ 1,92 bilhão.

O Banco Inter destacou o forte desempenho nas vendas, a manutenção da atividade em nível acelerado e a boa eficiência de custos da empresa, com repasses de preço “bem executados”. Os analistas do banco também observam a participação dos lançamentos de alta renda no balanço trimestral.

“Com maior participação do segmento, a companhia deve se manter concentrada em lançamentos de alta renda”, diz o relatório do banco.

Eztec (EZTC3): Vendas compensaram aumento das despesas

Já a Eztec (EZTC3) fechou o 2T21 com lucro líquido de R$ 139,5 milhões, mais que o dobro do resultado de um ano atrás. A empresa foi beneficiada pelo crescimento no volume de vendas. A receita operacional líquida da Eztec bateu os R$ 289 milhões, uma alta de 89% na comparação anual.

Mesmo com o aumento de despesas, os números vieram em linha com o esperado pelo BTG Pactual. “Apesar dos grandes desembolsos com aquisição de terrenos, para crescimento das operações, a Eztec teve mais um trimestre de sólida geração de caixa”, dizem os analistas do banco em relatório.

No balanço trimestral, a direção da Eztec destacou o Valor Geral de Vendas (VGV) da empresa, que acumula R$ 1,4 bilhão no ano, metade da meta prevista para 2021.

MRV (MRVE3): Custos pressionaram margens

A receita operacional líquida da MRV (MRVE3) bateu recorde no segundo trimestre de 2021, alcançando R$ 1,8 bilhão. O lucro líquido da empresa ficou em R$ 203 milhões, crescimento de 86,1% na comparação anual.

No balanço, a empresa afirmou que os orçamentos dos empreendimentos foram impactados pela inflação, o que acabou comprimindo a margem bruta da construtora, que passou de 30% (no primeiro trimestre) para 27,4%.

Para os analistas BTG Pactual, os resultados foram “fracos”, porque o impacto dos custos mais elevados de matéria-prima foi maior do que o projetado pelos analistas.

“A MRV disse que está começando a aumentar os preços de venda para mitigar os maiores custos de construção, mas acreditamos que as margens devem continuar pressionadas por um tempo”, diz o relatório do BTG.

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