Small caps (SMLL) de construção: conheça as empresas do setor

Matheus Gagliano
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Reprodução/Pixabay

As small caps (SMLL) de construção possuem diversas companhias tradicionais do setor. É o caso de companhias como Gafisa (GFSA3), Cyrela (CYRE3), MRV (MRVE3) e outras, tendo muitas empresas familiares inclusive.

O setor registrou uma queda de 2,8% no Produto Interno Bruto (PIB) do segmento no ano passado, em função da pandemia da covid-19. Apesar disso, há um otimismo para 2021. Isso porque a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic) projeta um aumento de 4% no PIB da construção para 2021.

No entanto, o que pode atrapalhar a retomada dos setor é o preço mais caro de algumas matérias primas importantes para o segmento.

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Conheça as small caps de construção

Cyrela (CYRE3)

A empresa de maior peso entre as small caps de construção é a Cyrela (CYRE3). A incorporadora possui diversos projetos em seus portfólios, como prédios de condomínios e comerciais. Tem atuação em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre e Salvador.

A empresa tem a maior parte das ações negociadas junto a outros investidores da bolsa, sendo uma fatia de 60,55%. O fundador da empresa, Elie Horn, possui 18,11% de participação na composição acionária. Além disso, a Eirenor S/A possui 5,48%, enquanto a Dynamo Administração de Recursos, possui ainda 5,15% dos papéis. Já a Black Rock tem 5,01% dos papéis. A EH Capital Management possui 1,88% e ações de Tesouraria representam 3,83% dos papéis.

No total, a empresa tem 281,1 milhões de ações em circulação. Nos nove primeiros meses do ano passado, a companhia registrou lucro líquido de R$ 1,5 bilhão ante um lucro de R$ 324 milhões do mesmo período do ano anterior.

MRV (MRVE3)

Também atuando na área de construções imobiliárias, a MRV (MRVE3) está listada como atividades de incorporação e construção.

A companhia tem a maioria de suas ações – 46,97% – negociadas em diversos acionistas em bolsa de valores. Primeiramente, o empresário Rubens Menin Teixeira de Souza cofundador e atual presidente da companhia. No total, possui 36,83% das ações, sendo o maior acionista individual.

A Atmos Capital Gestão de Recursos detém 10,07%, ao passo que a Dynamo Administrações de Recursos tem 6,13% do capital social. Está circulando no mercado, um total de 298,7 milhões de ações.

A companhia registrou entre janeiro e setembro do ano passado, R$ 402,5 milhões em lucro líquido. No ano anterior, reportou lucro líquido de R$ 579,4 milhões no mesmo período de 2019.

EZ Tec (EZTC3)

A EZ Tec (EZTC3) tem listada na B3 como atividade principal a incorporação e comercialização de empreendimentos imobiliários de qualquer natureza. Além disso, atua na administração e locação de imóveis próprios. Também está listada em atividades como loteamento de terrenos e construção de condomínios.

A maioria das ações estão negociadas em bolsa, o que representa uma fatia de 47,64%. A capital social está dividido ainda entre mais 14 acionistas, cujas participações variam de 0,60% (Valey Participações) a 5,40% (SMM Participações), todas elas pertencentes a fundos ou gestoras. Estão em circulação, 95,7 milhões de ações.

De janeiro a setembro do ano passado, a empresa obteve lucro líquido de R$ 271,2 milhões contra R$ 179,7 milhões de lucro líquido do mesmo período do ano anterior.

Tenda (TEND3)

A Tenda Construtora (TEND3) trabalha principalmente com a construção de empreendimentos imobiliários residenciais, dentro das small caps de construção.

Tem diversos fundos e gestoras em seu quadro de acionistas, sendo que a maior parte dos papéis – 56,33% – está distribuída em demais acionistas em bolsa. Entre os investidores individuais, a Pátria Investimentos detém 10,35% de participação enquanto a Polo Capital Gestão de Recursos e Polo Capital Internacional Gestão de Recursos possuem conjuntamente 10,07%.

A Indie Capital Investimentos tem 5,43%; seguida pela Vinci Equities, que tem 5,12%; e pela Sharp Capital Gestora de Recursos, com 5,03%. Ações de titularidade dos membros da diretoria respondem por uma fatia de 0,56% e ações de titularidade dos membros do conselho de administração, 0,48%. Ações de tesouraria representam 6,62%.

Entre janeiro e setembro do ano passado, a Tenda apresentou lucro líquido de R$  128,6 milhões contra R$ 188,1 milhões do mesmo período do ano anterior.

Even (EVEN3)

A Even (EVEN3) é uma empresa construtora e incorporadora cuja sede é em São Paulo e filiais no Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

A maioria das ações estão distribuídas em acionistas investindo em bolsa, representando uma fatia de 49,61%. O fundo Nova Milano Investimentos possui outra fatia de 48,09% do total. Estão em circulação no mercado, 209,5 milhões de ações.

Entre janeiro e setembro de 2020, a companhia obteve lucro líquido de R$ 135,8 milhões ante R$ 109,1 milhões do mesmo período do ano anterior.

Direcional (DIRR3)

A Direcional Engenharia (DIRR3) tem como atividade principal incorporação, construção e comercialização de móveis próprios ou de terceiros e prestação de serviços de engenharia.

A maior parte das ações da companhia – 46,96% – são negociadas a outros acionistas em bolsa. A Filadelphia Participações possui 29,01% dos papéis da companhia, enquanto a Alliança Fim tem ainda 10,25% da empresa e a Real Investor Gestão de Recursos, possui 4,89% dos papéis. As demais ações estão distribuídas por membros da direção da empresa, como o CEO Ricardo Ribeiro Valadares Gontijo, que é dono de 2,15% das ações.

No acumulado de 2020, até setembro, a empresa reportou lucro líquido de R$ 97,9 milhões ante R$ 89,8 milhões do mesmo período de 2019.

Trisul (TRIS3)

A Trisul Construtora (TRIS3) é listrada como incorporadora e construtora e atua principalmente no estado de São Paulo.

O quadro societário da companhia é bastante diversificado, tendo a Trisul Participações como principal acionista, com 49,54% dos papéis da empresa. Fatia de 36,12% está nas mãos de outros investidores em bolsa de valores. O Safra Asset Management possui ainda 6,02%. Os demais, são acionistas minoritários, como a Tricury Armazéns (1,36%) e os empresários Michel Esper Saad Junior (3,03%), Jorge Cury Neto (1,55%), José Roberto Cury (1,47%), José Sayeg Neto (0,48%) e Flávia Mattar Sayeg Michaluá (0,30%). A Ômega Administração e Participações possui ainda 0,13%.

Sobre os resultados financeiros, a empresa registrou lucro líquido de R$ 183,6 milhões no ano passado, ante R$ 151 milhões de 2019.

Mitre Realty (MTRE3)

A Mitre Realty (MTRE3) tem como atividades principais: incorporação e comercialização de empreendimentos imobiliários; loteamento de terrenos; e construção de condomínios. A empresa, de origem familiar, abriu seu capital no ano passado.

Sobre o quadro de acionistas, a maior parte das ações está negociada para investidores em bolsa, representando uma fatia de 43,44%. Como é uma empresa familiar, outra parte dos papéis está nas mãos de membros da família Mitre. É o caso do CEO, Fabrício Mitre, que possui 21,92% das ações, enquanto Jorge Mitre, pai do presidente e fundador, possui 3,22%. Mais uma fatia de 19,91% pertence à Star Mitre Empreendimentos E Participações. Outra fatia de 3,83% está sob o comando da Mitre Partners Participações. Completa o grupo de acionistas a Capital Research Global Investors.

No ano passado, a Mitre obteve lucro líquido de R$ 49,083 milhões, ante R$ 31,996 milhões em 2019.

Helbor (HBOR3)

Entre as small caps familiares está a Helbor (HBOR3). É uma incorporadora de imóveis, fundada em 1977. O nome é uma combinação das primeiras letras do nome do fundador, Hélio Borenstein. A companhia opera em 10 estados do país e mais o Distrito Federal.

O maior parte dos papéis está com a Hélio Borenstein S.A. – Administração, Participações e Comércio, respondendo por uma fatia de 38,56%. O atual presidente, Henrique Boresntein possui 7,39% de participação e o ex-presidente Henry Borenstein, tem 4,18% dos papéis.

A Dynamo Administração de Recursos possui 4,93% e ações de tesouraria responde por 0,86%. A empresa tem 65,2 milhões de papéis em circulação.

No ano passado, a empresa conseguiu reverter o prejuízo registrado em 2019. Foi obtido lucro líquido de R$ 61,5 milhões em 2020 frente ao prejuízo de R$ 88,8 milhões do ano anterior.

Tecnisa (TCSA3)

A Tecnisa (TCSA3) é outra das small caps familiares e tem como atividade principal a incorporação, compra e venda de imóveis prontos e a construir, além da locação e administração de imóveis. Também atua na construção de imóveis e a prestação de serviço de consultoria imobiliária.

O fundador e ex-presidente da Tecnisa, Meyer Joseph Nigri, possui 23,77% das ações. Mas a maior parte, de 65,95%, está com demais investidores em bolsa.

A Vkn Administração de Recursos, é dona de 8,24% dos papeis. Lilian Raquel Czeresnia Nigri, da família do fundador, possui 2,02% e outro membro da família do fundador, Joseph Meyer Nigri possui uma participação minoritária de 0,02%. No total, a empresa tem 54,5 milhões de papéis em circulação no mercado.

No ano passado, a empresa registrou prejuízo líquido de R$ 166,8 milhões contra um prejuízo de R$ 262,3 milhões do ano anterior.

Gafisa (GFSA3)

A Gafisa (GFSA3) é considerada uma das companhias líderes do mercado imobiliário do país. Atua em 40 cidades de 19 estados do país.

A maior parte das ações, de 68,21%, está com investidores na bolsa. A Planner Corretora de Valores possui 15,05% dos papéis.

A Singular Plus Fundo de Investimento Multimercado Crédito Privado Estratégia Livre possui mais 12,23%.

O banco JP Morgan Chase & Co, detém uma participação de 4,40%. Ações de tesouraria respondem por 0,11% do total de 118,2 milhões de papéis no mercado.

No ano passado, a Gafisa acumulou um prejuízo de R$ 77 milhões. No ano anterior, o prejuízo havia sido de R$ 14,103 milhões.