Consórcio – O que é? E como funciona?

Há pouco tempo comecei a assistir uma série muito famosa por indicação de alguns amigos, depois de ver dois capítulos reclamei que era tudo muito confuso e não estava gostando. Refleti por alguns minutos e decidi iniciar novamente a sequência de capítulos para tirar a prova real se o roteiro era realmente ruim, foi ai que percebi que havia começado pelo segundo episódio, em resumo assisti o início e entendi tudo!

Lucas Carulice
Lucas Carulice, ávido estudioso sobre educação financeira, investimentos e comportamento humano. Assessor de Investimentos do Eu Quero Investir, graduado em Administração de empresas, certificado pelo ISC - International School of Coaching como Master Coach Financeiro e credenciado na CVM pela Ancord. Acumulo mais de 10 mil horas de atendimento no mercado financeiro com a missão de ajudar as pessoas a investirem melhor seus recursos. Me envie um e-mail, ou me chame no WhatsApp! O meu número é 47 9 9946-6814 e o meu e-mail é lucas.carulice@euqueroinvestir.com
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Por isso vamos começar a entender sobre consórcio desde o primeiro capítulo dessa história.

A origem

A instalação da indústria automobilística no início da década de 60 no Brasil alimentou o sonho de comprar um carro, porém o crédito direto ao consumidor era escasso na época. Alguns funcionários do Banco do Brasil tiveram a ideia de formar um grupo de amigos com o objetivo de formar um fundo suficiente para comprar um veículo para cada contribuinte.

[box type=”note” align=”” class=”” width=””]A união de pessoas que contribuem com uma parcela do valor do carro mensalmente que era, sem dúvidas, muito inovador. Somando a contribuição do grupo seria possível comprar um bem todos os meses, porém quem vai ser o primeiro felizardo? A solução foi simples: sorteá-lo.[/box]

Dessa forma surgiu no Brasil o Consórcio, mecanismo de concessão de crédito isento de juros, que tem por finalidade a aquisição de bens e serviços.

Em 1967, a Willys do Brasil já possuía em sua carteira cerca de 58 mil consorciados, enaltecendo a importância dessa ferramenta para indústria automobilística. Durante muito tempo a compra de carros foi a única finalidade dos consórcios.

A segurança

Se unir com algumas pessoas (até desconhecidos) e pagar por um bem que ainda não está em suas mãos pode gerar insegurança, concorda? Ainda em 1967 o consórcio passou a despertar o interesse do poder público que decidiu estabelecer normas sobre depósitos de recursos captados de consorciados. Amplamente difundida a prática de aquisição demandou a criação de um entidade que a representasse perante o poder público. Em 20 de junho de 1967 foi criada a ABAC – Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios, que passou a reunir os três grupos de administradoras existentes à época: as independentes, as ligadas às concessionárias e as ligadas aos fabricantes.

Passados alguns anos, em 1991, a fiscalização das operações e regulamentação do sistema de consórcio passaram a ser exercidas pelo Banco Central do Brasil com a Edição da Lei nº8.177.

[box type=”info” align=”” class=”” width=””]A década de 90 foi um marco de grandes conquistas e também do início do consórcio imobiliário, o maior sonho do brasileiro agora podia ser conquistado de forma mais justa.[/box]

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O que é? E como funciona?

Resumindo, consórcio é a modalidade de compra baseada na união de pessoas (físicas ou jurídicas) em grupos com o objetivo de acumular dinheiro para aquisição de bens (móveis ou imóveis) e serviços.

Administradoras de consórcios são empresas responsáveis pela formação desses grupos que é fiscalizada e autorizada pelo Banco Central do Brasil.

Nesse sistema o valor do bem ou serviço é divido em um prazo previamente definido, e todos os integrantes do grupo contribuem durante todo o período. O valores são pagos normalmente de forma mensal através de contemplação que pode acontecer por sorteio e por lance, assim cada participante pode receber o valor integral para efetuar a compra que deseja, garantindo que todos sejam contemplados até o final do prazo.

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Você sabia que Automóveis, Imóveis, Motos, Caminhões, Eletrônicos, Serviços, Máquinas e Equipamentos podem adquiridos com consórcio?

Como posso retirar o valor para comprar o bem?

O sorteio é uma das formas de receber o crédito do consórcio, neste caso o cotista tem a possibilidade de receber o dinheiro de forma antecipada, ele serve apenas para ditar a ordem de contemplação, visto que todos os integrantes serão pagos até o final do plano.

Outra forma de contemplação é o lance, assim como em um leilão o cotista oferece um valor para antecipar uma série de parcelas. O maior lance é contemplado se houver disponibilidade em caixa, também é verdade que mais de uma pessoa pode ser contemplada nessa modalidade.

[box type=”warning” align=”” class=”” width=””]Em alguns planos o consorciado pode ainda oferecer um lance fixo, que é igual para todos no grupo (definido em contrato), nessa situação os cotistas oferecem o mesmo percentual de abatimento e a contemplação é dada para a carta com a numeração mais próxima a sorteada.[/box]

Resguardando as regras de cada administradora é possível compor o valor do lance com o saldo do seu FGTS e até mesmo com o seu veículo usado.

Após a contemplação tenho que usar o valor imediatamente?

Algumas pessoas utilizam as cartas para capitalizar o patrimônio e nem sempre tem um bem em vista para comprar. Após a contemplação é possível deixar o valor da carta rendendo em uma aplicação previamente determinada pela administradora sendo vantajoso pois permite ganhar juros pelo montante que nem sempre está quitado.

[box type=”success” align=”” class=”” width=””]Após determinado período combinado, normalmente 6 meses é possível retirar o crédito em dinheiro para utilizar em outras finalidades.[/box]

Se o consórcio não tem juros como é calculada a parcela?

O consócio é diferente de um empréstimo e não utiliza o sistema de juros compostos para formular a parcela.

Exemplo Prático:

Sr João quer comprar um carro de R$50.000,00 e pretende pagar em 5 anos. Após pesquisar em algumas empresas ele optou por fazer um consócio com as seguintes condições.

[tie_list type=”starlist”]

  • Prazo de Duração do Plano: 60 meses
  • Valor do Bem ou Serviço: R$ 50.000,00
  • Periodicidade dos Pagamentos: mensal
  • Percentual de Fundo Comum Contratado: 100% (cobrança linear)
  • Taxa de Administração Total (TA): 15%
  • Fundo de Reserva Total(FR): 2%

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Qual será o valor de parcela a pagar?

A conta é bem simples, basta somar a taxa de administração e fundo de reserva ao valor da carta e dividir pelo prazo do plano. Dessa forma teremos:

  • R$50.000,00 + 17% (TA+FR) = R$58.500,00 / 60 (prazo) = R$975,00

Concluindo, o Sr João vai comprar seu carro de R$50.000,00 por apenas R$975,00 por mês!

[box type=”warning” align=”” class=”” width=””]Importante lembrar que em alguns casos o consorciado pode pagar um seguro para garantir por exemplo quebra de contrato, seguro desemprego e seguro de dívida.[/box]

Prós e contras dos planos de consócio

Com o consórcio você pode: Fugir dos juros altos dos financiamentos, ter pagamentos flexibilizados, não perder o investimento, dar lances quando quiser ter o valor pago sempre atualizado, pagar parcela mais baixa e o melhor tudo isso com burocracia que um empréstimo.

Por outro lado a espera pode ser longa salientando a importância de um bom planejamento financeiro.

Os mesmos cuidados que temos na hora de investir valem para o consórcio, buscar uma administradora autorizada a funcionar pelo Banco Central e fugir dos atalhos te levarão a um final feliz!

Quando e onde investir

O primeiro passo sempre será conhecer seus limites, sua tolerância a risco. Não entender seus próprios limites pode levá-lo a tomar as piores decisões com seus investimentos.

Por este motivo, sugerimos que todo investidor - experiente ou iniciante - conheça seu perfil. Se busca obter ganhos mais altos aceitando certa volatilidade ou se prefere maior segurança com retornos garantidos.

Entender mais profundamente o seu perfil como investidor e seus objetivos quanto a prazos de investimentos é uma tarefa um pouco mais sofisticada que um teste feito em qualquer ferramenta na internet, exige uma análise mais criteriosa e dedicada para cada pessoa.

os perfis de investidores

Para ter uma visão precisa do perfil é preciso considerar histórico como investidor, fatores pessoais e até profissionais que um teste da internet não considera.

Esta é a função do Assessor de Investimentos

Entender o investidor em uma profundidade maior que um teste de perfil na internet. É a nossa função como uma empresa especializada em educação financeira.

O primeiro passo é fazer uma conversa de 5 a 10 minutos com um membro da nossa equipe para levantar as primeiras informações e então agendar a conversa com um Assessor de Investimentos. É ele quem vai se aprofundar no seu histórico como investidor, seu momento de vida, seus planos futuros e então te indicar para produtos recomendados para seu perfil de investidor.

Confirme seus dados no formulário abaixo e nossa equipe vai entrar em contato com você para fazer a avaliação de seu perfil e avaliar o alinhamento com seus atuais investimentos.