Seis razões para começar o ano de 2020 mais otimista

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)
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Crédito: Photo by Zbynek Burival on Unsplash

Apesar do sentimento predominante de falhas no processo democrático pelo mundo, dos alertas de catástrofes climáticas que assombram a existência humana e dos erros do capitalismo, o editor associado da Fundation for Economic Education (FEE) Tyler Brandt apresentou, em artigo, dados sobre a década passada, que mostram um quadro de prosperidade e progresso humano.

“Os anos 2010 foram a melhor década de todos os tempos. A evidência é esmagadora”, destacou Brandt, na abertura do texto publicado também no site ZeroHedge, em referência a artigo de Johan Norberg, seu colega no instituto Cato, que saiu no The Wall Street Journal. Em resumo, o mundo está melhorando a cada dia e em um ritmo explosivo.

Vamos aos seis fatos sobre o progresso humano que podem nos trazer maiores esperanças para os anos 2020, na visão de Brandt.

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Pobreza extrema está despencando

Quando são analisadas as taxas de pobreza extrema, determinadas pelo indicador de pessoas que vivem com menos de US$ 1,90 por dia, as evidências mostram que elas estão caindo. Entre 1990 e 2015, a taxa global de extrema pobreza caiu de 36% para 10%, enquanto no ano de 2018 recuou a 8,6%. Dessa forma, os números mostram que mais de 137 mil pessoas escapam da pobreza extrema todos os dias, de acordo com dados do Banco Mundial.

 

Mais da metade do mundo é da classe média

Setembro de 2018 marcou a primeira vez na história da humanidade que mais de 50% da população global foi considerada classe média, o que corresponde a um montante de 3,8 bilhões, segundo levantamento da Brookings Institution, organização de políticas públicas sem fins lucrativos, sediada em Washington. Como comparação, em 2009, apenas 1,8 bilhão de pessoas eram consideradas classe média.

“Um grande benefício disso é a demanda que a classe média coloca na economia global, resultando em mais oportunidades de empreendedorismo e maior comércio”, escreveu Brandt, em seu artigo.

Dessa forma, entre 2009 e 2018, a representatividade da população global considerada como classe média cresceu 92%.

Expectativa de vida global está aumentando

Brandt cita novamente artigo de Norberg, ao Wall Street Journal, para sublinhar o aumento na expectativa de vida da população global.

De acordo com a publicação, a expectativa de vida subiu em mais de três anos nos últimos dez anos, sobretudo por conta da prevenção das mortes na infância.

Entre 2008 e 2018, as taxas de mortalidade global de crianças com menos de cinco anos recuou de 5,6% para 3,9%, de acordo com dados da ONU.

Mortes relacionadas ao clima estão caindo

Entre as razões para um maior otimismo, Brandt destaca novamente Norberg, dessa vez ao abordar a questão do clima. Segundo o artigo, as mortes como consequência da poluição do ar recuaram quase um quinto no mundo e um quarto na China entre 2007 e 2017, de acordo com a publicação online Our World in Data.

Já as mortes anuais relacionadas ao clima caíram um terço entre 2000/ 2009 e 2010/2015, para 0,35 por 100.000 pessoas, de acordo com o Banco de Dados Internacional de Desastres. Isso representa uma redução de 95% desde a década de 1960. “Isso não se deve a menos desastres, mas a melhores recursos para lidar com eles”, destaca.

Vida está melhor nos países mais pobres

Dados do Banco Mundial revelam que o progresso tem aumentado nos países mais pobres do mundo, especialmente nas últimas duas décadas. Exemplos: o acesso à água potável básica aumentou, da mesma forma que a eletricidade, saneamento e combustível limpo de cozinha. Os dados também mostram taxas decrescentes de pobreza e mortalidade infantil.

 

Custo para se iniciar um negócio despencou nas economias em desenvolvimento

Regulações e leis onerosas podem impedir que indivíduos iniciem seus próprios negócios, uma das melhores maneiras de se aliviar a pobreza.

Excesso de burocracia custa muito ao empresário. Felizmente, o custo de iniciar um negócio diminuiu drasticamente nas economias em desenvolvimento.

Nas economias de baixa e média renda, o custo médio  para iniciar um negócio era de 141,76% da renda per capita em 2004. Em 2019, é de apenas 30,85%.

 

(Com Rodrigo de Oliveira)