Conheça o BEWG39, o BDR de ETF para investir em empresas alemãs

Carla Carvalho
Graduada em Ciências Contábeis pela UFRGS, pós-graduada em Finanças pela UNISINOS/RS. Experiência de 17 anos no mercado financeiro, produtora de conteúdo de finanças e economia.
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Crédito: Pixabay

O BEWG39 é mais uma opção de diversificação internacional disponível para o público em geral. Esse BDR de ETF acompanha o índice MSCI Germany, formado por ações de empresas alemãs que representam 85% do mercado acionário do país.

Desde outubro de 2020, os BDRs de ETFs podem ser negociados na bolsa brasileira. A novidade é que muitos desses títulos já estão ao alcance do pequeno investidor.

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Continue a leitura para conhecer o BEWG39. Entenda também como funcionam e quais as vantagens de investir em BDRs de ETFs.

BDR de ETF: vale a pena investir?

As mudanças no mercado de capitais brasileiro ocorridas a partir de outubro de 2020 tornaram a renda variável mais acessível ao publico em geral. Nesse sentido, algumas novidades foram o acesso para pequenos investidores (no caso de BDRs) e a redução dos lotes mínimos de aplicação (no caso dos ETFs).

Tanto os BDRs quanto os ETFs são ainda pouco conhecidos pelos brasileiros quando comparados a outras modalidades de renda variável. No entanto, a procura por ambos vem crescendo desde a flexibilização das normas no ano passado.

Diversificação com custo mais baixo

Uma das principais vantagens dos BDRs de ETFs é a diversificação que o investidor consegue obter com menos recursos. Para montar uma carteira diversificada de BDRs, será preciso adquirir vários títulos, e sobre cada uma dessas operações há custos, como taxas de corretagem, por exemplo.

Por outro lado, um BDR de ETF representa ações de várias companhias estrangeiras. Dessa forma, com uma única operação, é possível ter acesso a ativos e mercados diversos.

Se você está pensando em diversificar os investimentos, é importante considerar também ativos internacionais para o seu portfólio. No vídeo abaixo, saiba mais sobre o assunto.

Como funciona o BEWG39

O BEWG39 acompanha o índice MSCI Germany, que representa 85% do mercado acionário alemão. Por sua vez, os principais setores que formam o índice são:

  • consumo discricionário: 20,2%;                           ;
  • indústria: 16,4%;
  • serviços financeiros: 14,2%;
  • tecnologia: 13,6%;
  • saúde: 11,1%

Algumas das principais empresas que compõem o índice são SAP, Siemens, Allianz, Daimler, Basf, Deutsche Telekom, Basf, Bayer e Adidas.

A BlackRock faz a gestão do BEWG39. Em relação aos custos, a taxa de administração é de 0,47% ao ano.

Esse BDR de ETF também paga dividendos de 2,38% ao ano, que já vêm deduzidos de 30% de impostos, conforme legislação norte-americana. Além disso, o BEWG39 também sofre incidência de 0,38% de IOF tarifa de 3% cobrada pelo Banco B3, depositário da maioria dos BDRs.

Economia da Alemanha

Segundo último relatório anual do MSCI Germany Index, a atividade econômica do país, estagnada desde o final de 2019, desacelerou ainda mais com a pandemia.

No entanto, a partir do segundo trimestre de 2020, o mercado acionário começou a se recuperar. Isso ocorreu devido a estímulos do governo e à retomada gradual das atividades no país. Além disso, a depreciação do dólar frente ao euro também contribuiu para o bom desempenho das ações alemães junto a investidores dos EUA.

Setores de destaque na pandemia

O setor industrial foi o que mais contribuiu para a recuperação do índice MSCI Germany. Nesse sentido, o relatório destaca a indústria de softwares industriais, semicondutores e trens de alta velocidade.

Os setores financeiro e de consumo discricionário (ou cíclico) também impulsionaram o retorno do índice. Segundo o relatório, as instituições do mercado de capitais foram beneficiadas pela volatilidade do mercado em meio à pandemia. Nesse sentido, ocorreram maiores volumes de negociação nas bolsas.

Por sua vez, o consumo discricionário se beneficiou principalmente da mudança de hábitos do consumidor durante o isolamento. Assim como outros países, a Alemanha experimentou um expressivo crescimento nas vendas online de alimentos e roupas.

Perspectivas para 2021

Apesar das restrições ainda vigentes, impostas pela crise sanitária, o governo alemão elevou a projeção de crescimento para 2021. A declaração do Ministro da Economia foi dada a imprensa alemã no final de abril.

A princípio, a projeção de crescimento para o PIB do país era de 3% até o final desse ano. No entanto, segundo o ministro, os números do primeiro trimestre mostram que a recuperação será superior a essa estimativa.

Segundo o governo, isso se deve à recuperação e resistência da indústria alemã, que se beneficia da gradual recuperação da economia mundial. Nesse sentido, o país espera que a economia local volte ao nível pré-pandêmico, no máximo, até 2022.

Quem também se mostra otimista com a recuperação econômica alemã é o Deutsche Bank. Isso porque o PIB do país caiu menos do que o banco esperava no primeiro trimestre. Por isso, o banco revisou a projeção de crescimento de 3,1% para 4% até o final do ano.

Segundo o Deutsche, o aumento de 7,7% em março nas vendas do varejo contribuem para essa perspectiva. Além disso, espera-se que o lockdown seja relaxado nos próximos meses, com a chegada do verão europeu e com a aceleração do combate à covid-19 no mundo.

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