Conheça as taxas que sugam a rentabilidade de seus investimentos nos bancos

Você sabe quais são as taxas que sugam a rentabilidade dos seus investimentos? Conheça algumas delas e saiba como se livrar delas.

Késia Rodrigues
Colaboradora Independente do Portal EuQueroInvestir e leitora assídua de conteúdos sobre economia e política. Apaixonada por tecnologia, investimentos e viagens.
Conheça as taxas que sugam a rentabilidade dos seus investimentos nos bancos

Crédito: Banco de Imagens EnvatoElements/By BrianAJackson.

Cada vez mais, o brasileiro tem compreendido a importância de investir. O grande problema é que a maioria ainda insiste em investir o seu dinheiro por meio dos bancos e deixam de lado boas oportunidades que só podem ser encontradas, por exemplo, nas corretoras de investimentos.

Além disso, quem opta por investir em um banco pode acabar amargando um prejuízo em cada aplicação, mesmo sem ter total ciência disso.

Sabe aquelas letrinhas minúsculas lá no final do contrato, aquelas que quase ninguém lê? Elas podem esconder pequenas taxas que sugam a rentabilidade dos seus investimentos sem que você perceba.

Infelizmente, apesar desse problema ser mais comum nos bancos, há algumas corretoras que também cobram taxas altas de seus clientes, muitas vezes sem que eles percebam. Por menores e mais inofensivas que pareçam, essas taxas podem gerar enormes prejuízos no longo prazo.

Por isso, ao longo deste artigo, você irá conhecer quais são as principais taxas cobradas pelos bancos (e por algumas corretoras) que sugam a rentabilidade dos seus investimentos e podem fazer com que você leve mais tempo para alcançar seus objetivos. Continue a leitura para saber mais.

Um custo que você pode evitar

As taxas retiram a rentabilidade dos seus investimentos e você nem percebe

Muitas vezes, a pressa ou a falta de paciência de ler um contrato nos faz pagar por coisas que não precisamos. É quase como o “li e aceito os termos”, que surge sempre que estamos realizando um procedimento no computador ou no celular. Será que você leu mesmo?

Na hora de investir é importante que você se atente a todas as condições estabelecidas pelo banco ou pela corretora, principalmente no que tange às taxas cobradas por cada uma dessas instituições.

Isso é importante, pois essas taxas podem acabar diminuindo o dinheiro que você poderia receber, fruto da rentabilidade de seus investimentos. E você não iria querer isso, não é mesmo?

A seguir, listaremos as cinco principais taxas que sugam a rentabilidade dos seus investimentos nos bancos e daremos dicas para se livrar de algumas delas. Além disso, ao final deste artigo, também falaremos de outra taxa que você também precisa evitar se quiser deixar de perder dinheiro.

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  1. Tarifa de manutenção da conta corrente

Estudos feitos pelo Banco Central mostraram que as tarifas de manutenção de conta corrente dos principais bancos brasileiros apresentaram uma alta superior a 12% ao longo dos últimos anos.

Nesse estudo também foi revelado que os bancos públicos, Banco do Brasil e Caixa, foram aqueles que apresentaram os maiores aumentos no preço de suas tarifas de pacotes de serviços.

Você até pode achar que essa taxa não tem nenhuma relação com os seus investimentos, contudo, já parou para pensar em quanto você gasta com isso em um ano?

Quem paga uma tarifa de R$ 70,00 por mês deixa o banco R$ 840,00 mais rico ao longo do ano. Se esse mesmo dinheiro fosse utilizado para investir, além de você se tornar R$ 840,00 mais rico, ainda poderia colher os frutos do rendimento desse dinheiro.

Em regra, a manutenção de conta é paga para que você possa ter serviços no banco, tais como a realização de transferências, saques, emissão de extratos e outros serviços bancários. Contudo, será mesmo que você precisa de todos os serviços que estão em seu pacote?

Pare e pense por um momento: o Banco Central determinou que os bancos devem oferecer aos seus clientes um pacote e serviços básico e sem tarifas. Quem optar por ele terá direito a um cartão de débito para realizar suas transações, além dos seguintes serviços:

  • Quatro saques por mês (contabilizados os feitos nos caixas eletrônicos e no guichê);
  • Duas transferências entre contas da mesma instituição por mês;
  • Dois extratos impressos no caixa eletrônico por mês; e
  • Um talão com 10 folhas de cheque por mês.

Agora, vamos aos fatos:

Todos os bancos possuem aplicativos para celular ou contam com internet banking em que você pode consultar o seu extrato na hora que quiser, então, para que imprimi-lo?

Se você se planejar, não precisará fazer mais que dois saques por mês. Basta retirar todo o dinheiro que irá precisar para pagar as suas contas de uma vez ou optar por fazer seus pagamentos sempre eletronicamente.

O cheque é uma forma de pagamento um pouco ultrapassada, mas se você ainda faz o uso dele, tente se programar para emitir a menor quantidade de cheques possível, priorizando pagamentos com o cartão de débito.

Outra boa alternativa é migrar para algum banco digital. Em regra, esses bancos isentam seus clientes de tarifas para manter e movimentar as suas contas. Inclusive, alguns deles não cobram tarifas para a realização de TED ou DOC.

As contas digitais são tão seguras quanto as dos demais bancos, com a diferença de que não há um gerente para atendê-lo. Em tese, isso é até melhor, pois você não correrá o risco de receber algumas propostas como: “vamos comprar um título de capitalização hoje?”

  1. Taxa de custódia do Tesouro Direto

O Tesouro Direto tem se tornado um dos investimentos mais populares do Brasil, principalmente entre as pessoas que prezam aplicações mais seguras, como os que estão deixando a poupança.

As taxas mais comuns que envolvem o Tesouro Direto são a cobrada pela BM&F Bovespa, que é de 0,3%, e a taxa de custódia, que varia de instituição para instituição.

Da primeira taxa não há como fugir, pois é cobrada de todos os investidores do Tesouro Direto. Já a segunda pode e deve ser evitada.

Isso porque a taxa de custódia cobrada pelos bancos pode significar uma diminuição da rentabilidade dos seus investimentos, principalmente se ela for muito alta.

Em regra, essa taxa varia entre 0,4% e 0,5% entre as instituições bancárias. Pode até parecer pouco, mas a depender do valor ou do prazo desse investimento, a perda pode ser bastante significativa.

Imagine que você tem R$ 100 mil e vai investir no Tesouro Direto por meio de um banco que cobra 0,5% de taxa de custódia.

Já na hora da aplicação, você já perderá R$ 500,00. Pode parecer pouco em um primeiro momento, mas e se essa aplicação for de longo prazo, como é o caso do Tesouro IPCA+?

Ao longo dos anos, o montante pago de taxa, se somado aos juros que você perderia por não deixar esse dinheiro aplicado, poderia resultar em um prejuízo de dezenas de milhares de reais.

Por isso, na hora de escolher uma instituição para investir no Tesouro Direto, opte por um banco ou corretora que tenha taxa zero de custódia e, de preferência, que seja um agente integrado ao Tesouro Direto, como é o caso da XP Investimentos.

Assim você evita perdas na rentabilidade dos seus investimentos e atinge os seus objetivos mais rapidamente.

  1. Taxa de custódia da Bolsa de Valores

A taxa de custódia é cobrada de quem investe na Bolsa de Valores para que a instituição financeira possa armazenar os títulos que pertencem ao investidor. Essa é uma das taxas que sugam a rentabilidade dos seus investimentos sem que você perceba.

A depender da instituição, essa taxa pode variar entre R$ 30,00 e R$ 6,00, contudo, há instituições que isentam os seus clientes dessa cobrança e você deve dar preferência a elas.

Lembre-se que a Bolsa também cobra corretagem e emolumentos, mas dessas taxas nenhum investidor consegue fugir.

É mais fácil encontrar isenções da taxa de custódia nas corretoras, por isso, fica a dica para que você pesquise e invista por uma instituição que não cobre essa tarifa.

  1. Taxa de administração de Fundos de Investimentos

Os fundos de investimentos contam com uma gestão profissional que atua na busca da melhor rentabilidade para os seus investidores.

No entanto, esse serviço não é gratuito, pois há a cobrança de uma taxa de administração e, em alguns casos, da taxa de performance.

Cada fundo cobra uma taxa de administração diferente, sendo as mais altas encontradas nos fundos ligados aos grandes bancos.

Não é incomum, por exemplo, encontrar fundos de bancos consolidados no mercado com uma taxa de administração de quase 4%.

A justificativa para uma taxa tão alta normalmente é a realização de sorteios para os investidores, contudo, a chance de você ganhar é parecida com a de ser contemplado em um consórcio, a título de comparação.

Por isso, na hora de investir em fundos, é importante que você busque conhecer qual é a taxa de administração cobrada e que opte por aqueles que cobrem taxas menores.

Na XP Investimentos, por exemplo, há fundos com taxa de administração de apenas 0,15%.

Dessa forma, pagando taxas menores, você poderá ter rendimentos maiores investindo em fundos.

  1. Taxa de carregamento na Previdência Privada

Em tempos de reformas na Previdência Social, a previdência privada tem sido bastante procurada, mesmo por quem antes nunca havia pensado em contratar uma previdência complementar.

A previdência privada é uma boa opção para quem deseja complementar a sua renda após a aposentadoria, ou mesmo deseja realizar algum sonho de longo prazo, tal como a compra da casa própria.

No entanto, é importante que o investidor fique atento na hora de contratar um plano de previdência privada, pois existem duas modalidades (PGBL e VGBL) e elas são diferentes.

Além disso, alguns bancos costumam cobrar uma taxa de carregamento, que serve para cobrir as despesas administrativas da instituição para manter o seu investimento.

Essa taxa, em alguns casos, pode chegar a 5% de todo o montante investido, o que é muito. Por isso, se você tem interesse em contratar um plano de previdência privada, dê sempre preferência para instituições que isentem seus clientes dessa taxa.

Cuidado com as taxas que reduzem a rentabilidade dos seus investimentos

Bônus: anuidade do cartão de crédito

Mesmo que a anuidade do cartão de crédito não possua uma ligação direta com a rentabilidade dos seus investimentos, já que estamos falando sobre taxas, não poderíamos deixá-la para trás.

Alguns cartões oferecem aos seus clientes uma série de benefícios, tais como milhas, acesso às salas VIP de vários aeroportos, coberturas para automóveis e residências etc.

No entanto, se você não faz uso frequente desses serviços ou quase não se aproveita desses benefícios, qual a justificativa para pagar entre R$ 400,00 a R$ 1.200,00 anualmente para a operadora do seu cartão de crédito?

Esse custo pode ser reduzido para zero se você optar por ter um cartão que não cobre anuidade.

O mercado tem vários deles à disposição atualmente e você ainda pode escolher aquele que melhor combina com o seu perfil.

Caso você faça o uso dos benefícios do seu cartão, a alternativa é tentar negociar junto a operadora algum tipo de isenção ou desconto nessa anuidade.

Lembre-se: qualquer valor que você consiga economizar pode ser utilizado para aumentar os aportes de seus investimentos e, com isso, obter uma maior rentabilidade.

Considerações finais

Agora que você já sabe quais são as taxas que sugam a rentabilidade dos seus investimentos, chega a hora de tomar uma atitude e levar os seus investimentos para instituições que sejam isentas dessas taxas.

Para isso, conte com a equipe da EuQueroInvestir. Preencha o formulário na parte inferior desta página para receber um contato de nossos assessores de investimentos.

Por meio de um diagnóstico preciso de suas atuais aplicações, o assessor terá condições de te orientar sobre quais as mudanças necessárias para a sua carteira de investimentos render o máximo possível.

Caso tenha alguma dúvida sobre investimentos, também estamos disponíveis para te ajudar. Entre em contato conosco.

Bons investimentos!

Esta é a função de um Assessor de Investimentos

Entender o investidor em uma profundidade maior do que o gerente do seu banco ou corretoras digitais e monitorar o mercado em busca de oportunidades que se enquadram em sua realidade, são atribuições do Assessor de Investimentos.

O papel dele é unir seus objetivos pessoas e profissionais, momento financeiro, perfil de investidor e avaliar o mercado para te apoiar com os investimentos que estiverem alinhados com seu momento.

Disponibilizo abaixo, a oportunidade de você realizar um diagnóstico e tirar todas as suas dúvidas sobre investimentos, conversando com um especialista no assunto.

Quando e onde investir

O primeiro passo sempre será conhecer seus limites, sua tolerância a risco. Não entender seus próprios limites pode levá-lo a tomar as piores decisões com seus investimentos.

Por este motivo, sugerimos que todo investidor - experiente ou iniciante - conheça seu perfil. Se busca obter ganhos mais altos aceitando certa volatilidade ou se prefere maior segurança com retornos garantidos.

Entender mais profundamente o seu perfil como investidor e seus objetivos quanto a prazos de investimentos é uma tarefa um pouco mais sofisticada que um teste feito em qualquer ferramenta na internet, exige uma análise mais criteriosa e dedicada para cada pessoa.

os perfis de investidores

Para ter uma visão precisa do perfil é preciso considerar histórico como investidor, fatores pessoais e até profissionais que um teste da internet não considera.

Esta é a função do Assessor de Investimentos

Entender o investidor em uma profundidade maior que um teste de perfil na internet. É a nossa função como uma empresa especializada em educação financeira.

O primeiro passo é fazer uma conversa de 5 a 10 minutos com um membro da nossa equipe para levantar as primeiras informações e então agendar a conversa com um Assessor de Investimentos. É ele quem vai se aprofundar no seu histórico como investidor, seu momento de vida, seus planos futuros e então te indicar para produtos recomendados para seu perfil de investidor.

Confirme seus dados no formulário abaixo e nossa equipe vai entrar em contato com você para fazer a avaliação de seu perfil e avaliar o alinhamento com seus atuais investimentos.