Conheça as cinco consequências geradas pelas primárias na Miniterça dos EUA

Rebeca Torres
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Crédito: Marc Nozell / Wikimedia Commons

A semana da campanha presidencial dos Estados Unidos foi marcada pela Miniterça, no último dia 10, data em que ocorreram primárias do partido Democrata em seis estados.

Os democratas, como se sabe, estão no processo de escolha do candidato que vai representar o partido em novembro no pleito em que Donald Trump tentará a reeleição.

Fechadas as urnas das primárias, é hora de saber as cinco consequências geradas pelas primárias na Miniterça dos EUA, de acordo com reportagem do jornal Estado de S. Paulo.

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Resumo das primárias

Se há quatro anos, a primária democrata do estado de Missouri foi uma das mais acirradas do país na campanha entre o senador Bernie Sanders e Hillary Clinton, na terça (10) o resultado final saiu rápido.

E foi mais favorável ao ex-vice-presidente Joe Biden, representando o início da segunda semana seguida de vitória do mesmo.

Sobre o resultado, a deputada de Nova York, Alexandria Ocasio-Cortez, uma das principais apoiadoras de Bernie Sanders, disse em uma live ao vivo em sua página do Instagram, que ”Não há disfarces, hoje é uma noite difícil”. Pois, se a Superterça resumiu a primária em uma competição entre dois candidatos, a Miniterça deixou claro que a disputa agora está entre apenas Joe Biden.

Veja agora as cinco consequências geradas pela votação de terça.

Joe Biden agora é o comandante das primárias

Há três semanas, depois de uma derrota importante em Nevada, Biden estava pessimista, enquanto Sanders via seu favoritismo ascender ainda mais. Mas o jogo inverteu desde então e uma série de vitórias de Biden, no Centro-Oeste e no Sul, mostrou o poder de sua coalizão, adquirida primeiro pelos negros e agora com os eleitores brancos, nas áreas periféricas e rurais.

Em contrapartida, desvantagens de Sanders aumentam

Por ora, a adesão de novos eleitores mais jovens, grupo no qual Sanders depositou grande parte de sua candidatura, simplesmente não vingou, pois, os eleitores moderados e “um tanto liberais” preferiram se unir a Biden.

Bernie 2020 perde para Bernie 2016

Pela segunda semana seguida, Sanders apresentou um desempenho inferior ao das eleições de 2016. Naquele ano, ele venceu no estado de Michigan, onde perdeu agora.

Quase venceu em Missouri e perdeu esta semana.

Por esse motivo, Sanders piorar em 2020 na comparação com 2016 não é novidade, já que isso aconteceu em todos os Estados da Superterça.

Decisão está nas mãos do Partido Democrata

Em um discurso recente, Biden não só agradeceu Sanders e seus apoiadores como disse: “Há um lugar na nossa campanha para cada um de vocês”.

À medida que os resultados iam surgindo, um grande número de democratas começavam a declarar o fim das primárias, considerando delicada a tarefa de reunir um partido com grandes divisões ideológicas e de gerações.

Assim, os dois principais comitês de ação política democrata, Priorities USA e American Bridge, declararam que Biden era agora o candidato de fato. “A matemática agora está clara. Joe Biden será o candidato democrata”, disse Guy Cecil, presidente da Priorities.

“As vozes dos eleitores democratas são altas e claras: eles querem que Joe Biden seja o nosso representante”, afirmou Bradley Beychok, presidente da American Bridge.

Michigan mostra aumento do sentimento anti-Clinton 2016

Michigan mostrou ser um lugar especial para Sanders em 2016, por ser o Estado que, apesar das pesquisas mostrarem o contrário, deu a ele uma vitória sobre Clinton, mostrando uma eventual fraqueza nas eleições gerais, no centro-leste, contra Donald Trump.

Dessa maneira, os resultados da terça (10) levantaram novas questões a respeito de quanto de sua vitória primária em 2016 havia nela – e quanto foi resultado da rejeição de Clinton.

Saiba mais:

Biden assume vantagem sobre Sanders nas primárias de terça-feira em Michigan