Lojas Quero-Quero (LJQQ3): saiba tudo sobre essa small cap

Ana Paula Schuster
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Divulgação

As Lojas Quero-Quero (LJQQ3) é uma empresa varejista que possui produtos do setor de construção civil e casas. Diante disso, conheça mais sobre a história da companhia e o desempenho de suas ações na Bolsa de Valores brasileira.

Conheça a Lojas Quero-Quero (LJQQ3)

Fundada em 1967, na cidade de Santo Cristo no Rio Grande do Sul, a Lojas Quero-Quero (LJQQ3) é atuante na produção de materiais de construção, eletrodomésticos e móveis. Dessa forma, ela contempla os setores da construção civil e segmento de casa.

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Em plena expansão pelo país, a empresa possui atualmente lojas distribuídas nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Cataria e Paraná, além de dois centros de distribuição. Isso graças ao seu tipo de modelo único de negócio implantado em pequenas e médias lojas.

Cartão de crédito Verdcard

Além do segmento varejista, a companhia oferece também empréstimos e cartões de crédito, sendo este último já são 3 milhões de cartões emitidos por suas lojas.

Sua carteira de crédito é suportada por um fundo de investimento em direitos creditórios (FIDC) gerenciado pela Oliveira Trust, com quatro séries de papéis ofertadas, o que diminui o risco. Diante disso, os cartões da Lojas Quero-Quero (LJQQ3) funciona assim:

  • 60% das vendas são feitas pelo próprio cartão de crédito da companhia, o VerdeCard;
  • 30% são à vista;
  • 10% em bandeiras como a Visa e a Mastercard.

História da empresa Lojas Quero-Quero (LJQQ3)

A Lojas Quero-Quero (LJQQ3) surgiu no ano de 1967, com uma pequena empresa de comércio e representações. No entanto, graças a competência e a coragem de seus administradores, a empresa se expandiu. Veja a seguir a linha do tempo da mesma:

  • 1967: criação da loja;
  • 1969: incorporação de materiais de construção entre seus produtos;
  • 1970: início do conceito de vendas externas;
  • 1978: começou a vender também eletrodomésticos;
  • 1980: expansão, totalizando 4 lojas;
  • 1993: abertura da primeira loja fora do Rio Grande do Sul;
  • 1997: abertura da Verde administradora de cartões e criação do cartão Verdcard;
  • 2007: aquisição de 36 lojas;
  • 2008: a companhia é adquirida pela Advent International;
  • 2009: mudança da sede para Porto Alegre;
  • 2011: início da operação no Paraná;
  • 2018: lançamento do app Verdcard;
  • 2019: inauguração da loja 300;
  • 2020: abertura do capital no Mercado de Valores Mobiliários.

Estratégia da Lojas Quero-Quero (LJQQ3)

A Lojas Quero-Quero (LJQQ3) mantém o foco na estratégia de expansão de suas lojas por diversas cidades. Dessa forma, hoje ela possui em torno de 500 em três estados do Brasil. Com um diferencial entre outras empresas, a mesma aposta em cidades pequenas.

Controlada por anos pelo Grupo Advent International, um dos mais conhecidos fundos de private equity, que foi importante para estabelecer uma gestão profissional dentro da loja, implementando vários recursos para manter uma organização, como:

  • Cultura de meritocracia com foco no resultado;
  • Programa de trainee bem estabelecido;
  • Boa formação de gerentes da loja.

Nos últimos anos, a Lojas Quero-Quero (LJQQ3) tem mantido o foco em boas estratégias comerciais, com o propósito de manter o crescimento e os bons resultados. Com base nisso, pode-se citar:

  • Aperfeiçoamento das operações de loja;
  • Gestão de pessoas;
  • Controle de resultados pautado em fluxo de caixa;
  • Desenvolvimento de lideranças;
  • Investimento em tecnologias.

Pretensões para o futuro

A empresa pretende se expandir para outros estados do Brasil , como São Paulo e Mato Grosso do Sul. Contudo, ela não pensa em migrar para grandes centros, mas sim manter sua aposta em médias e pequenas cidades.

Um de seus objetivos a curto prazo é inaugurar cerca de 70 lojas durante o ano de 2021 e bater o recorde de 2020, onde foram abertas 50 novos estabelecimentos. Visto isso, crescer é a palavra de ordem para a companhia.

Características das ações da Lojas Quero-Quero (LJQQ3)

A Lojas Quero-Quero (LJQQ3) se tornou uma companhia aberta em agosto de 2020, lançando ações ordinárias com o ticker LJQQ3. Logo, com pouco menos de um ano de estreia na Bolsa de Valores (B3), essa microcap já acumula uma alta de 60%.

Segmento da Bolsa

Listada no segmento do Novo mercado, a Lojas Quero-Quero (LJQQ3) é classificada como varejista com atuação no setor de materiais de construção civil, móveis e eletrodomésticos. Entretanto, para compor tal nível na B3, a companhia tem de cumprir alguns requisitos:

  • Possuir apenas ações Ordinárias (ON);
  • Conceder Tag Along de 100% aos acionistas;
  • Pagar dividendos de, no mínimo, 25% sobre determinado período;
  • Manter boas práticas de governança corporativa;
  • Dar aos investidores o direito de voto nas assembléias.

Valorização das ações

A Lojas Quero-Quero (LJQQ3) movimentou cerca de R$ 30,0 milhões quando fez sua Oferta Pública Inicial na Bolsa de Valores. Ainda, com menos de um ano de abertura do seu capital, pode-se perceber uma variação nos valores da sua ação durante esse tempo.

Para se ter uma ideia, no dia 1º de setembro de 2020, seus papéis estavam valendo R$ 14,06 e pouco menos de um ano depois, em 1º de julho de 2021, foi registrado o valor de R$ 22,62. Então considera-se uma valorização de 60,8%. Confira esses dados no gráfico.

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Maiores acionistas da Lojas Quero-Quero (LJQQ3)

A Lojas Quero-Quero (LJQQ3) é controlada, atualmente, pelos Grupos Genesis Investment Management, LLP e Safra Asset Management S.A., que detém a maioria das ações. Entretanto, veja a seguir como fica a composição acionária da companhia:

  • Genesis Investment Management, LLP: 8,41%;
  • Safra Asset Management S.A.: 8,41%;
  • Itaú Unibanco S.A.: 6,33%;
  • Bradesco Asset Management S.A. DTVM: 5,82%;
  • Capital World Investors: 5,33%;
  • Absoluto Partners Gestão de Recursos Ltda: 5,29%;
  • Tesouraria: 0,0%;
  • Outros: 60,42%.

Balanço no primeiro trimestre da Lojas Quero-Quero (LJQQ3)

No primeiro trimestre deste ano, ainda em um cenário de crise, com as restrições à mobilidade avançando junto com o crescimento dos casos da Covid-19 no país, a Lojas Quero-Quero (LJQQ3) demonstrou sua força.

Sua receita líquida se apresentou em R$ 435,4 milhões neste período, com o aumento de 38,3% em relação ao 1T20. Além disso, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos e amortização) avançou 161% na base anual, com resultado de R$ 40,2 milhões.

O ganho de margem na venda de mercadorias e serviços prestados gerou um lucro bruto de R$ 174,8 milhões. Ou seja, houve um avanço de 38,3% em relação ao mesmo período de 2020. Ademais, a margem bruta ficou em 40,2%, em linha com 1T20.

Mantendo o crescimento de despesas inferior ao crescimento de lucro bruto e resultando em alavancagem, a Lojas Quero-Quero (LJQQ3) totalizou uma Despesa Operacional de R$138,8 milhões, crescimento de 23,4% a mais que em 2020.

Desempenho na crise

Ao contrário da maioria das ações do varejo, a Lojas Quero-Quero (LJQQ3) acabou sendo impulsionada pelas restrições impostas para controlar a pandemia, pois, com as pessoas passando mais tempo em casa, aumentou a procura por materiais de construção e móveis.

No último mês de maio, a demanda levou a inflação da construção civil a ser a maior em 28 anos, com materiais e equipamentos registrando alta de 38,66% em 12 meses. Sendo assim, pode-se dizer que a companhia não sofreu impactos negativos com a crise.

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