Conflito Irã x EUA pode parar em tribunais internacionais

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor

Crédito: GettyImages

O Comitê de Direitos Humanos e o Ministério das Relações Exteriores do Irã devem entrar com uma queixa formal contra o presidente dos EUA, Donald Trump, junto a organizações internacionais. Foi o que afirmou o chefe do poder judiciário local, Ebrahim Raisi, nesta segunda-feira (13).

A queixa refere-se ao assassinato do general Qassem Soleimani. A morte do ex-comandante da Força Al Quds, unidade especial da Guarda Revolucionária Islâmica, e segundo homem mais importante do Irã, foi o estopim para o acentuado crescimento da tensão entre o país persa e os Estados Unidos e o conflito que dura até agora.

O Irã pretende levar a acusação adiante mesmo depois que o mandato de Trump terminar: “a queixa será apresentada enquanto ele estiver no cargo de presidente dos EUA e depois disso, e esta questão será discutida e não vamos deixá-lo em paz, e ele deverá comparecer a um tribunal internacional”, afirmou o chefe do Judiciário.

Donald Trump é o provável candidato à reeleição em 2020, pelos Republicanos.

Terrorismo internacional

Ebrahim Raisi argumenta que Trump violou todas as leis internacionais ao ordenar o assassinato e disse que os direitos materiais e morais das vítimas e de suas famílias serão totalmente protegidos: “em nossa opinião, como o mártir Soleimani era um símbolo de combate ao terrorismo e apoio aos oprimidos, seu assassinato viola todas as leis”.

O presidente norte-americano defendeu o ataque dizendo que o general é o responsável pela morte de “milhares de americanos” e de estar “conspirando para matar muitos mais”. Completou afirmando que “deveria ter sido eliminado há muitos anos”. Os EUA não consideram ter iniciado o conflito.

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O ministro das Relações Exteriores do Irã, Javad Zarif, um dos responsáveis por querer representar Trump em tribunais internacionais, já havia classificado o bombardeio norte-americano como um ato de “terrorismo internacional” e um ato “extremamente perigoso”.