Confiança do Empresário do Comércio diminuiu 2,2% em janeiro, diz CNC

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
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Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) atingiu 105,8 pontos em janeiro deste ano, na série com ajuste sazonal. O dado expressou queda de 2,2% sobre dezembro de 2020. A CNC divulgou as informações nesta terça-feira (19).

De acordo com a pesquisa, o patamar do Icec foi influenciado por dois dos três dos seus componentes. Estes são Condições Atuais do Empresário do Comércio (-5,8%) e Expectativas do Empresário do Comércio (-2,3%).

Conforme as conclusões da CNC, ambos os indicadores mostraram que janeiro pode ser um período de maiores desafios. Passado o período natalino, o efeito do aumento da renda disponível com o 13º salário diminuiu. As famílias estão mais dispostas a realizar gastos com serviços de lazer, por força das férias escolares e pela continuidade dos efeitos da pandemia sobre a sociedade. 

Por outro lado, o subindicador Intenção de Investimentos na mesma série com ajuste sazonal subiu (1%). A alta foi graças às chances de haver contratação de pessoal (2,1%), assim como as intenções com os estoques (1,7%). 

O planejamento empresarial pode incluir aumento do número de pessoal para os próximos meses. Isso, entretanto, se a recuperação do emprego, consumo e da geração de renda permanecer num ritmo satisfatório. A CNC aponta também que nos últimos quatro anos, houve intenção de contratação de novos funcionários em janeiro.

Além disso, com a queda no Icec de 2,7 pontos, é possível observar que o nível de otimismo/satisfação dos comerciantes caiu. Entre os fatores para tal, inclui-se as incertezas com relação à vacinação e as preocupações de como ficará a economia.

Confiança do empresário: participação empresarial

Contudo, apesar da queda mensal, o Icec continuou acima de 100 pontos. O número mostra um quadro de satisfação no que concerne ao corte de 100 pontos para mensurar o nível de confiança do comerciante. 

Nessa faixa, o patamar (105,8 pontos) teve mais participação das empresas com mais de 50 empregados (124,0 pontos). Já as que empregam abaixo deste número de funcionários chegaram apenas aos 105,5 pontos.

Por fim, se considera que o cenário de queda da confiança empresarial em janeiro é presente tanto nas observações das micro e pequenas quanto das grandes empresas.

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