Confiança empresarial e do consumidor em forte queda

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

Os efeitos da pandemia de Covid-19 alteraram as projeções para os principais indicadores macroeconômicos do Brasil e do mundo. Neste contexto, a Fundação Getulio Vargas decidiu antecipar, em caráter excepcional, prévias das sondagens de confiança empresarial e do consumidor.

O objetivo com a publicação  é oferecer uma visão atualizada da percepção dos empresários e dos consumidores sobre os impactos da pandemia, e quais suas expectativas para os próximos meses. E os números não são animadores.

Com dados coletados até terça-feira, 13 de abril, as duas sondagens apontam forte tendência de quedas nos índices de confiança.

O Índice de Confiança Empresarial (ICE) recuou 27,6 pontos, para 53,7 pontos.

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) caiu 22,1 pontos, para 58,1 pontos.

Confiança empresarial

Em relação ao número final de março, o Índice de Confiança Empresarial (ICE) recuou 27,6 pontos, para 53,7 pontos.

O Índice de Confiança Empresarial (ICE) consolida os índices de confiança dos quatro setores cobertos pelas Sondagens Empresariais produzidas pela FGV IBRE: Indústria, Serviços, Comércio e Construção.

A queda da confiança em abril decorre de uma piora da percepção dos empresários e consumidores tanto em relação à situação atual quanto aos próximos meses.

O índice que retrata a situação corrente dos negócios (ISA-E) recuou 29,4 pontos, para 62,2 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE-E) despenca 39,7 pontos, para 48,2 pontos.

Queda é maior na indústria e serviços

Houve forte recuo da confiança em todos os quatro grandes setores integrantes do ICE, em todos os 49 segmentos que o compõem.

As maiores quedas ocorreram nos setores da Indústria e Serviços, em que a confiança caiu 39 e 34,9 pontos, respectivamente. A Construção e do Comércio registraram variações negativas de 29,1 e 26,8 pontos, respectivamente.

Confiança do Consumidor

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) caiu 22,1 pontos, para 58,1 pontos.

O índice que mede a percepção sobre a situação atual caiu 10,8 pontos, para 65,3 pontos. Já o que capta perspectivas para os próximos meses caiu 29,1 pontos, chegando a 54,8 pontos.

Incertezas na economia são grandes

No dia 31 de março, a FGV já havia publicado o Indicador de Incerteza Brasil (IIE-Br), que alcançou seu maior nível histórico.

O Indicador de Incerteza da Economia Brasileira (IIE-Br) subiu 52 pontos na passagem de fevereiro para março, alcançando 167,1 pontos.

É o maior nível da série histórica e ficou 30 pontos acima do recorde anterior, em setembro de 2015.