O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) do FGV IBRE subiu 1,3 pontos em julho, para 82,2 pontos, maior valor desde outubro de 2020 (82,4 pontos). Em junho, o avanço foi maior, de 4,3 pontos. Em médias móveis trimestrais, o índice subiu 3,2 pontos em julho, segundo aumento após seis meses consecutivos de queda.
“A confiança dos consumidores segue em recuperação pelo quarto mês consecutivo. Há uma melhora das perspectivas futuras, mas o índice que mede a situação atual continua rodando em torno dos 70 pontos, mostrando que, apesar do otimismo, os consumidores vem tendo dificuldade de recuperação financeira, principalmente as famílias de menor poder aquisitivo que tem mais dificuldade de obter emprego”, afirma Viviane Seda Bittencourt, coordenadora da pesquisa. Segundo ela, o cenário futuro depende do desenrolar da vacinação e das variantes do vírus.
O Índice de Situação Atual cedeu -0,7 ponto, para 70,9 pontos, enquanto o Índice de Expectativas cresceu 2,5 pontos, para 90,8 pontos, atingindo o maior patamar desde setembro de 2020.
A análise por faixas de renda revela piora da confiança para a faixa de renda mais baixa, cujo Índice de Confiança caiu 2,4 pontos, para 71,7 pontos. Para os consumidores com renda acima de R$ 9,6mil. Por outro lado, o indicador subiu 3,3 pontos, para 93,2, maior valor desde janeiro de 2020.

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