Confiança do Consumidor avança em abril, mas recupera apenas 44% da queda de março

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

O Índice de Confiança do Consumidor, calculado pela FGV, subiu 4,3 pontos em abril, chegando a 72,5 pontos. Com isso, recupera 44% da queda sofrida no mês anterior.

Em médias móveis trimestrais, o índice continua em tendência negativa ao cair 1,1 ponto.

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“A melhora foi influenciada pela diminuição do pessimismo das famílias em relação aos próximos meses, mas sem nenhuma percepção de recuperação da situação atual, dado o cenário de agravamento da pandemia e dificuldades enfrentadas”, afirma Viviane Seda Bittencourt, coordenadora da pesquisa.

Em abril, a percepção dos consumidores sobre o momento atual ficou estável após atingir o mínimo da série em março enquanto as expectativas tornaram-se menos pessimistas para os próximos meses.

O Índice de Situação Atual subiu 0,5 ponto, para 64,5 pontos. O Índice de Expectativas cresceu 6,7 pontos, para 79,2 pontos, recuperando 54% da perda sofrida em março.

Entre os quesitos que medem o grau de satisfação com a situação atual, o indicador que mede a percepção dos consumidores em relação à situação econômica geral aumentou 1,3 ponto em abril, para 71,6 pontos, terceiro menor valor da série histórica iniciada em setembro de 2005.

Por outro lado, o indicador que mede a satisfação sobre as finanças pessoais acomodou-se ao ceder 0,3 ponto, para 58,2 pontos, o menor nível desde abril de 2016 (56,8), mínimo da série histórica.

Com relação às expectativas, o indicador que mede as perspectivas para a economia nos próximos meses foi o que mais contribuiu para o aumento da confiança em abril ao subir 8,6 pontos, para 100,7 pontos.

A análise por faixas de renda revela melhora da confiança em todas as faixas de renda, exceto para as famílias com renda entre R$ 2.100,01 e R$ 4.800,00. Para essa faixa de renda, a confiança atingiu seu menor valor desde maio de 2020.

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Reprodução/FGV