Confiança do consumidor brasileiro cai em janeiro ante dezembro, aponta FGV

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/iStock Photos

A confiança do consumidor caiu ligeiramente em janeiro, após alta de dois pontos em dezembro de 2019. O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Fundação Getulio Vargas de janeiro ficou em 90,4 pontos. Em dezembro, era de 91,6.

“Há uma percepção de piora da situação financeira familiar, principalmente para os consumidores com menor poder aquisitivo, que pode estar relacionada à pressão recente nos preços de alimentos”, avalia em comunicado Viviane Seda Bittencourt, coordenadora da pesquisa.

Para que a confiança avance mais rapidamente, continua sendo necessária a aceleração da recuperação do mercado de trabalho e a redução da incerteza”, conclui.

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Piora nas percepções sobre presente e futuro

Tanto as avaliações sobre o presente quanto as expectativas em relação aos próximos meses pioraram. O Índice de Situação Atual (ISA) diminuiu 0,9 ponto, para 78,7 pontos, a primeira queda após duas altas consecutivas. Com a baixa de 1,4 ponto, o Índice de Expectativas (IE) deixou a zona de neutralidade, caindo para 98,9 pontos, e exerceu a maior influência para a queda do ICC no mês.

Houve queda da confiança para consumidores de todas as classes de renda, exceto para os com renda familiar entre R$ 2,1 mil e R$ 4,8 mil. A maior contribuição negativa veio dos consumidores de maior poder aquisitivo (renda familiar mensal superior a R$ 9,6 mil), cujo índice de confiança recuou 2,4 pontos influenciado pela redução no ímpeto de compra de bens duráveis.