FGV: Confiança do consumidor atinge menor nível em 15 anos

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

A Fundação Getulio Vargas divulgou nesta segunda-feira (27) o Índice de Confiança do Consumidor (ICC). E o resultado foi o pior já registrado desde que o indicador começou a ser calculado em 2005.

Em abril, o ICC foi a 58,2 pontos, uma queda de 22 pontos em relação a março. Antes desta leitura, a mais baixa registrada havia ocorrido em dezembro de 2015, quando foi de 64,9 pontos.

“Com o Covid-19 e as medidas de isolamento, os consumidores percebem a piora da situação econômica do país. E também o quanto isso afeta suas condições financeiras nesse momento”, afirma Viviane Seda Bittencourt, coordenadora da pesquisa.

“O pessimismo em relação aos próximos meses é homogêneo entre as diversas classes de renda e isso faz com que todos coloquem o pé no freio em relação ao consumo. Isto significa gastar apenas com bens e serviços essenciais para a família”, complementa.

Para ela, o nível de incerteza econômica e política deve durar ainda um período. Não há melhores previstas para os próximos meses.

Confiança baixa também nos próximos meses

Em abril, tanto as avaliações sobre o presente quanto as expectativas em relação aos próximos meses se deterioraram.

O Índice de Situação Atual (ISA) caiu 10,5 pontos, para 65,6 pontos, o menor nível desde dezembro de 2016 (64,8 pontos).

O Índice de Expectativas (IE) despencou 28,9 pontos para 55,0 pontos, o menor valor da série histórica.

Houve perda de confiança para consumidores em todas as classes de renda, principalmente para famílias de menor poder aquisitivo (até R$ 2,1 mil), cujo ICC caiu 23 pontos.

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