Confiança do comércio tem maior queda em 10 anos, aponta FGV

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

A crise do coronavírus e as medidas para contenção da disseminação do vírus, que incluem o fechamento de lojas e o isolamento social, influenciaram negativamente, como esperado, a confiança do setor dos comerciantes.

A Fundação Getulio Vargas divulgou nesta segunda-feira (27) o seu Índice de Confiança do Comércio (ICOM).

O resultado revelou um recuou de 26,9 pontos em abril. Esta é a maior queda já registrada em toda a série da pesquisa, iniciada em abril de 2010.

O indicador foi de 88,1 para 61,2 pontos. Esse indicador representa o pior resultado já registrado. Em médias móveis trimestrais, o índice caiu 12,3 pontos.

“Confiança desabou”, diz pesquisador

“A confiança do comércio desabou em abril. Em março, a queda havia sido determinada inteiramente pela piora das expectativas. Já neste mês, a percepção da situação atual exerceu a maior influência na piora”, explica Rodolpho Tobler, coordenador da pesquisa.

Para ele, ainda é difícil vislumbrar uma recuperação no curto prazo, mesmo com a reabertura das lojas. Ele alega que a incerteza ainda é muito grande e que muitos consumidores tenderão a não retomar a normalidade de antes da pandemia.

O Índice de Expectativas (IE-COM), despencou 19,5 pontos e atingiu 63,2 pontos, o menor patamar desde o início da série.

A percepção dos empresários do setor também teve piora. O Índice de Situação Atual (ISA-COM) teve perda de 33 pontos, registrando 60,9 pontos, o segundo menor valor da série histórica, perdendo apenas para outubro de 2015 (quando foi de 58,4 pontos).

 

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