Confiança da Indústria cai pelo segundo mês consecutivo

Matheus Gagliano
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Reprodução/Pixabay

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) caiu 0,6 ponto em setembro, ante agosto, para 106,4 pontos. Este é o segundo mês consecutivo de retração após quatro meses de altas. Em médias móveis trimestrais, o índice caiu 0,4 ponto. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro Economia, da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV).

O resultado do mês é influenciado por uma redução do otimismo. Levando em considerando as perspectivas para os próximos meses. Também inclui uma acomodação da satisfação em relação à situação atual.

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O Índice Situação Atual (ISA) cedeu 0,2 ponto, para 109,2 pontos. Este é o menor valor desde agosto de 2020 (98,7 pontos). O Índice de Expectativas (IE) caiu 1,0 ponto para 103,6 pontos, menor patamar desde maio desse ano (99 pontos).

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Confiança do consumidor

Confiança da indústria: dificuldades em manter o ritmo

Claudia Perdigão, economista do Ibre/FGV, avaliou que, embora a indústria tenha apresentado boa recuperação no segundo semestre de 2020, vem encontrando dificuldades para manter o ritmo.

Ela acrescentou que as percepções quanto à situação presente e futura vêm oscilando. Isto ocorre devido a pressões de custo, alto desemprego, instabilidades econômicas e institucionais.

De acordo com ela, nesse contexto, soma-se ainda a crise hídrica que contribui para elevar a pressão inflacionária. Além de ampliar as incertezas quanto à possibilidade de expansão da produção nos próximos meses. O que torna mais pessimistas as expectativas para o final do ano principalmente entre os segmentos intensivos no uso de energia elétrica.

Situação atual tem piora

Entre os quesitos que compõem o ISA, houve piora da situação atual dos negócios. O indicador caiu 2,7 pontos, para 103,1 pontos. Este é o menor desde agosto de 2020 (99,1).

O indicador que mede a demanda total também diminuiu 2,1 pontos para 107,6 pontos, enquanto o nível de estoques subiu 4,1 pontos, para 116,0 pontos. Este é o melhor resultado desde março de 2021 (118,2).

Perspectiva menos otimista

Dos indicadores que integram o IE, a produção prevista para os próximos três meses foi o que mais influenciou na queda do ICI de setembro, ao cair 1,5 ponto para 99,7 pontos.

A perspectiva para os próximos seis meses também ficou menos otimista, o indicador que mede a tendência dos negócios reduziu 1,2 ponto, para 102,7 pontos. A perspectiva menos otimista para a produção e tendência dos negócios geram ligeira queda nas intenções de contratações com redução de 0,4 ponto no indicador de emprego previsto.

Já o Nível de Utilização da Capacidade Instalada subiu 0,5 ponto percentual, para 80,2%, maior valor desde novembro de 2014.