Confiança da indústria cai 1,2 ponto em outubro, diz FGV

Matheus Gagliano
Jornalista formado em 2007. Possui mais de 15 anos de experiência em jornalismo econômico e corporativo. Passou por veículos especializados como Brasil Energia e Canal Energia e pelo Jornal do Commercio, do Rio de Janeiro. Além de passagens por veículos como Record TV do Rio, jornal O Dia e Diário Lance.
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Crédito: Crédito: Divulgação/IBGE

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) caiu 1,2 ponto em outubro, para 105,2 pontos. Este foi o terceiro mês consecutivo de queda após quatro meses de altas. Em médias móveis trimestrais, manteve a tendência negativa ao cair 1,1 ponto.

Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getúlio Vargas (FGV). A pesquisa mostrou que o resultado do mês é influenciado por uma redução do otimismo considerando tanto a situação atual quanto as perspectivas para os próximos meses.

O Índice Situação Atual (ISA) cedeu 0,9 ponto, para 108,3 pontos. Este é considerado o menor valor desde setembro de 2020 (107,3 pontos). O Índice de Expectativas (IE) caiu 1,7 ponto para 101,9 pontos, menor patamar desde maio desse ano (99 pontos).

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) havia caído 0,6 ponto em setembro, ante agosto, para 106,4 pontos.

Confiança da indústria: nível de estoques têm queda de 4,8 pontos

Entre os quesitos que compõem o ISA, houve melhora da situação atual dos negócios cujo indicador subiu 3,1 pontos, para 106,2 pontos. Este recuperou 1/3 das perdas sofridas nos últimos três meses.

O indicador que mede a demanda total continuou em queda pelo quarto mês consecutivo. Isto ocorre ao diminuir 1,0 ponto para 106,6 pontos, enquanto o nível de estoques apresentou queda de 4,8 pontos, para 111,2 pontos.

Tendência de negócios têm forte influência

Dos indicadores que integram o Índice de Expectativas, a tendência dos negócios para os próximos seis meses foi o que mais influenciou na queda do ICI no mês de outubro. O que ocorre ao cair 3,4 pontos para 99,3 pontos. É o menor nível desde setembro de 2020 (96,5 pontos).

A produção prevista para os próximos três meses votou a registrar queda variando -1,3 ponto para 98,4 pontos. Nesse cenário, as intenções de contratações seguiram estáveis com o indicador de emprego previsto mantendo o valor registrado em setembro (108,1).

Porém, o Nível de Utilização da Capacidade Instalada subiu 1,1 ponto percentual, para 81,3%, maior valor desde novembro de 2014.

Otimismo próximo ao nível neutro

Claudia Perdigão, economista do Ibre/FGV, comentou que embora a confiança da indústria esteja em nível acima dos níveis pré-pandemia, o otimismo está neutro. Isto porque quanto à situação futura do segmento industrial retornou para o nível próximo do considerado neutro. Isto indica uma expectativa de manutenção do cenário atual.

“Essa avaliação ocorre em meio a pressões de custos, desemprego elevado, instabilidades econômicas e institucionais persistentes. Tornando a conjuntura futura mais incerta e menos favorável a planos de expansão da produção”, comentou.