Confiança da construção tem melhor resultado desde 2012

Matheus Gagliano
Jornalista formado em 2007. Possui mais de 15 anos de experiência em jornalismo econômico e corporativo. Passou por veículos especializados como Brasil Energia e Canal Energia e pelo Jornal do Commercio, do Rio de Janeiro. Além de passagens por veículos como Record TV do Rio, jornal O Dia e Diário Lance.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

O Índice de Confiança da Construção (ICST), do Ibre/FGV, subiu 0,6 ponto em agosto, para 96,3 pontos. Este é um nível idêntico do observado em março de 2014. Além disso, é anda o melhor resultado desde dezembro de 2012, puxando também as perspectivas sobre novas contratações. No entanto, ainda se mantém em nível neutro.

Em médias móveis trimestrais, o índice avançou 3,0 pontos, a terceira alta consecutiva.

Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção do IBre/FGV, explicou que os empresários da construção ajustaram suas expectativas de melhoria contínua dos negócios.

Não ficaram pessimistas, a despeito do indicador de expectativas (IE) ter recuado para o nível de neutralidade. E ainda estão otimistas com a demanda dos próximos meses, conforme explicou ela.

A evolução da atividade se mantém como destaque positivo. A percepção predominante voltou a ser de que o cenário atual é melhor que o de antes da pandemia, corroborando as projeções de retomada do setor, avaliou ela.

Confiança do consumidor

Confiança da construção: situação atual tem melhor nível desde dezembro

De acordo com o instituto, neste mês, o resultado positivo do ICST decorre exclusivamente da melhora da satisfação dos empresários em relação à situação corrente.

O Índice de Situação Atual (ISA-CST) subiu 2,5 pontos, para 91,9 pontos. Este é o maior nível desde dezembro de 2020 (92,4 pontos). Contribuíram para esse resultado o indicador de situação atual dos negócios que subiu 2,1 pontos, para 90,4 pontos, e o indicador de carteira de contratos. Este cresceu 2,9 pontos, para 93,5 pontos.

O Índice de Expectativas (IE-CST) recuou 1,3 ponto, para 100,9 pontos. Isto ocorre após três altas consecutivas. A queda foi influenciada pela piora do indicador tendência dos negócios. Este caiu 3,1 pontos, para 98,9 pontos.

Já o Nível de Utilização da Capacidade (NUCI) da Construção cedeu 0,6 ponto percentual, para 73,1%. O NUCI de Mão de Obra diminuiu 0,9 ponto, para 74,3%, enquanto que o NUCI de Máquinas e Equipamentos aumentou 0,5 ponto, para 67,1%.

Confiança em nível neutro

Ainda de acordo com a pesquisa, apesar da alta, a confiança setorial se mantém em abaixo do nível neutro de 100 pontos. No entanto, na comparação com agosto de 2019, um ano em que o setor já ensaiava uma recuperação, há um crescimento de 8,7 pontos.

O destaque é o segmento de Obras de Acabamento, que continua sendo beneficiado pela onda de reformas. Ana Castelo explicou que o segmento de Preparação de Terrenos, que é antecedente do ciclo de obras, também se sobressai. O que ocorre tanto no nível do indicador de confiança, quanto no avanço em dois anos. Corroborando a percepção de retomada.

INCC desacelera para 0,56%

O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) variou 0,56% em agosto, percentual inferior ao apurado no mês anterior, quando o índice subira 1,24%.

Com este resultado, o índice acumula alta de 11,37% no ano e de 17,05% em 12 meses. Há um ano, o índice variou 0,82% no mês e acumulava alta de 4,44% em 12 meses.

A taxa do índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços passou de 1,37% em julho para 1,10% em agosto. O índice referente à Mão de Obra não variou em agosto, após alta de 1,12% em julho.

Confiança da construção