Confiança da Construção cai para 96,1 pontos após cinco meses de alta

Matheus Gagliano
Jornalista formado em 2007. Possui mais de 15 anos de experiência em jornalismo econômico e corporativo. Passou por veículos especializados como Brasil Energia e Canal Energia e pelo Jornal do Commercio, do Rio de Janeiro. Além de passagens por veículos como Record TV do Rio, jornal O Dia e Diário Lance.
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Crédito: Reprodução/FGV

A O índice que mede a Confiança da Construção, o ICST, caiu 0,3 ponto, para 96,1 pontos. Os dados de outubro revelam a primeira retração após cinco meses consecutivos de alta. Em médias móveis trimestrais, o índice ficou estável ao variar 0,1 ponto. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV).

De acordo com a pesquisa, a queda ocorre exclusivamente da piora sobre a avaliação do momento atual. O Índice de Situação Atual (ISA-CST) recuou 0,7 ponto, para 92,0 pontos, interrompendo dois meses de altas consecutivas.

O resultado deste recuo veio da queda de 1,4 ponto no indicador que mede a situação atual dos negócios para 90,8 pontos. Enquanto isso, o indicador de carteira de contratos se manteve relativamente estável nesse mês. Este passou de 93,3 para 93,4 pontos.

Confiança da Construção: Índice de Expectativas fica praticamente estável

O Índice de Expectativas (IE-CST) fica praticamente estável. Este variou apenas 0,1 ponto, para 100,3 pontos. O resultado é influenciado por divergência na perspectivas dos indicadores. O indicador de demanda prevista subiu 0,6 ponto, para 101,8 pontos, e o indicar de tendência dos negócios cedeu 0,4, para 98,8 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade (NUCI) da Construção aumentou 0,6 ponto percentual (p.p.), para 75,6%. O NUCI de Mão de Obra avançou 0,7 ponto percentual, para 76,9%, enquanto que o Nuci de Máquinas e Equipamentos se manteve estável em 68,3%.

Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção do Ibre/FGV, observou que uma avaliação mais negativa dos negócios no presente levou à primeira queda da confiança do setor em seis meses.

Além disso, ela disse ainda que o movimento reflete percepções diferentes dos empresários nos vários segmentos. A confiança caiu entre as empresas de Preparação de Terrenos, mas voltou a crescer no segmento de Edificações.

“De todo modo, o indicador consolidado de evolução da atividade acomodou em patamar que sinaliza uma percepção positiva das empresas, com uma posição mais favorável do que antes da pandemia Covid-19”, avaliou ela.

INCC acumula alta de 12,88% em 2021

O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) subiu 0,80% em outubro, ante 0,56%, no mês anterior. Com este resultado, o índice acumula alta de 12,88% no ano e de 15,35% em 12 meses.

Em outubro de 2020, o índice havia subido 1,69% no mês e acumulava alta de 6,64% em 12 meses. A taxa do índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços passou de 0,83% em setembro para 1,45% em outubro. O índice referente à Mão de Obra variou 0,10% em outubro, ante 0,27%, em setembro.

No grupo Materiais, Equipamentos e Serviços, a taxa correspondente a Materiais e Equipamentos subiu 1,68% em outubro, após variar 0,89% no mês anterior. Três dos quatro subgrupos componentes apresentaram acréscimo em suas taxas de variação, destacando-se materiais para estrutura, cuja taxa passou de 0,78% para 2,12%.

Seis capitais apresentaram acréscimo em suas taxas de variação: Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. Em contrapartida, apenas Porto Alegre apresentou decréscimo em sua taxa de variação.