Confiança do Consumidor sobe em setembro, aponta FGV

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
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Crédito: Reprodução/FGV

A Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgou nesta quarta-feira o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), apontando aumento de 3,2 pontos para setembro. Com o total de 83,4 pontos, o crescimento gradual é mantido pelo quinto mês consecutivo. Entretanto, o ICC segue em patamar inferior ao período pré-pandemia (87,8 pontos em fevereiro).

“A confiança dos consumidores segue em setembro a trajetória de recuperação iniciada em maio, com avanços em todas as faixas de renda e capitais”, afirma Viviane Seda Bittencourt, Coordenadora das Sondagens. 

“Apesar disso, chama atenção as expectativas ainda pessimistas dos consumidores de baixa renda com relação à situação financeira familiar nos próximos meses, algo que está possivelmente relacionado à proximidade do fim dos pagamentos dos benefícios emergenciais. É um fator de incerteza e de preocupação a esses consumidores, que são a maior parcela da população brasileira”, continua.

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“Sem uma recuperação do mercado de trabalho mais expressiva, é possível que a confiança ainda continue avançando de forma lenta e heterogênea”, finalizou.

ICC / set 2020

Otimismo

Em setembro, tanto a satisfação dos consumidores em relação à situação atual quanto às expectativas para os próximos meses melhoraram. O Índice de Situação Atual (ISA) subiu 1,1 ponto, para 72,6 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE) avançou 4,4 pontos, para 91,5 pontos, registrando crescimento pelo quinto mês seguido.

Entre os quesitos que medem a condição atual, o indicador que mede a satisfação presente dos consumidores com a economia variou 0,7 ponto e totalizou 75,8 pontos em setembro. Enquanto isso, o indicador de finanças familiares subiu 1,5 ponto para 69,9 pontos. Mas, apesar da alta, os indicadores se mantêm muito baixos em termos históricos.

De acordo com as pesquisas, as expectativas em relação à economia seguem o movimento de recuperação. Mas há tendência de desaceleração nos últimos dois meses. O indicador que mede o otimismo sobre a situação econômica variou 0,9 ponto, para 112,6 pontos.

Já o indicador que mede as expectativas em relação à situação financeira familiar cresceu 3,5 pontos para 94,6 pontos. Foi um nível acima do registrado em março desse ano (92,2 pontos), quando a economia brasileira começou a ser afetada pelos efeitos da pandemia. 

A maior contribuição para a alta do ICC em setembro foi a medição do ímpeto de compras de bens duráveis. Foi um crescimento de 8,1 pontos, para 68,4 pontos, superando o nível pré-pandemia (64,3 pontos em fevereiro desse ano). 

Por fim, houve melhora da confiança todas as faixas de renda, principalmente nas faixas intermediárias. Para os consumidores de menor poder aquisitivo, a piora relacionada à falta de perspectivas sobre a circunstância financeira familiar impede um aumento da confiança.