Confiança do Consumidor recua 1,4 ponto em novembro, no menor nível desde abril

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

O Índice de Confiança do Consumidor, medido pela FGV, caiu 1,4 ponto em novembro, para 74,9 pontos. Este é o menor valor desde abril (72,5).

Em médias móveis trimestrais, o índice se manteve em queda ao cair -2,3 pontos para 75,5 pontos, sendo o terceiro mês consecutivo de queda.

“Apesar do avanço da vacinação, suas consequências favoráveis na redução de casos e mortes e flexibilização das medidas restritivas, o aumento da incerteza econômica diante de uma inflação elevada, política monetária restritiva e maior endividamento das famílias de baixa renda tornam a situação ainda desconfortável e as perspectivas ainda cheias de ameaças”, afirma Viviane Seda Bittencourt, Coordenadora das Sondagens.

Confiança do Consumidor

Reprodução/FGV

O Índice de Situação Atual diminuiu 2,1 pontos, para 66,9 pontos, enquanto o Índice de Expectativas caiu 1,0 ponto, para 81,4 pontos.

O indicador que mede  percepção dos consumidores sobre à situação econômica  no momento caiu  2,3 pontos em novembro, para 72,5 pontos e o que mede a satisfação sobre as finanças pessoais, 1,7 ponto, para 62,1 pontos. Ambos se mantém em patamar muito baixo em termos históricos.

Com relação às expectativas para os próximos meses, o indicador que mais influenciou foi o que mede as perpectivas sobre a situação financeira familiar, cujo indicador recuou 3,5 pontos, para 80 pontos, eliminando a recuperação acumulada no mês anterior, quando o indicador tinha avançado 3,8 pontos.

O indicador que mede as expectativas sobre a situação econômica subiu 1,8 ponto, para 100,3 pontos. Mas, mesmo com melhores perspectivas financeiras familiares, o ímpeto de compras para próximos meses continuou caindo pelo terceiro mês consecutivo, 1,1 ponto para 66,4 pontos.

A análise por faixa de renda revela piora da confiança para todos os grupos, com exceção das famílias com renda entre R$ 4.800,01 e R$ 9.600,00. A faixa de renda entre R$ 2.100,01 e R$ 4.800,00 registrou o pior desempenho com queda de 6,7 pontos para 66,3 pontos, o que elimina o avanço registrado no mês anterior.