Conab: produção deve bater recorde de grãos com 4,2% a mais em 2020/21

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
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Crédito: Divulgação/Governo do Tocantins

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou nesta quinta-feira (8) que o Brasil deve ter uma produção recorde de grãos na safra 2020/21.

De acordo com a instituição, o volume é 4,2% maior do que o recorde anterior, com 268,7 milhões de toneladas. Anteriormente, em 2019/20, o recorde foi de 257,7 milhões de toneladas.

As informações são da Agência Brasil. 

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A Conab estima também um crescimento de 1,3% na área cultivada. A expectativa é que em 2020/21 o plantio ocupe cerca de 66,8 milhões de hectares. Serão 879,5 mil hectares a mais que na safra anterior.

Estimativas e destaques

As estimativas fazem parte do primeiro de 12 levantamentos de campo que a Conab realiza a cada safra. Participam da coleta dos dados 80 técnicos espalhados por todas as regiões do país, que contatam aproximadamente 900 informantes cadastrados.

Conforme o presidente da Conab, Guilherme Bastos, “essa nova safra começa num cenário de preços muito altos. Os produtores de uma maneira geral estão muito motivados a investir”.

Ainda mais, o milho e soja foram destacado por registrar preços entre 50% a 100% maiores comparado ao ano passado. Em particular a soja, que atingiu recentemente a cotação de R$ 123 por saca, o maior valor nominal já registrado.

Por outro lado, no caso do arroz, Bastos afirma que a Conab observa uma estabilização de preços, depois da recente alta impulsionada pelo aumento nas exportações e no consumo interno.

Grãos

Em 2020/21, a produção de soja deve ficar em 133,7 milhões de toneladas, conforme estimativa da Conab. Isso mantém o Brasil como o maior produtor mundial da oleaginosa. A colheita de milho provavelmente será recorde, com 105,2 milhões de toneladas, 2,6% a mais do que no ano anterior.

A área de cultivo de arroz deve aumentar 1,6%, mas os técnicos da Conab estimam queda de 4,2% na produtividade. Por consequência, se deve resultar numa colheita de 10,8 milhões de toneladas.

O mesmo pode ocorrer com o feijão, cuja safra estimada é 3,126 milhões de toneladas, o que significaria diminuição de 3,2% em relação à temporada passada.

No caso do algodão em pluma, deve cair a área plantada e a produtividade. A produção para o produto deve se limitar a 2,8 milhões de toneladas, redução de 6,2% ante a safra anterior.

Neste ano, contudo, a exportação de algodão deve bater o recorde de 1,2 milhão de toneladas produzidas até setembro deste ano, 49% superior em relação ao mesmo período do ano anterior.

O milho deve atingir, na safra atual, 34,5 milhões de toneladas exportadas, enquanto a exportação de soja deve ficar em 82 milhões de toneladas e subir 3,7% na safra 2020/21, chegando a 85 milhões de toneladas, estima a Conab.

Em geral, as exportações devem se manter elevadas devido ao câmbio favorável, avalia a Conab.