Conab: Estimativa da safra de grãos cai 1,2%, para 254 milhões de toneladas

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
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Crédito: Divulgação/Governo do Tocantins

A produção de grãos no Brasil deverá ficar em 254 milhões de toneladas, de acordo com o 11º Levantamento da Safra de Grãos 2020/2021. A pesquisa foi divulgada nesta terça-feira (10) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A previsão apresenta uma queda de 1,2%, na comparação com o levantamento anterior. Conforme a Conab, o volume menor se deve ao impacto causado pelo clima adverso nas lavouras e na produção do país.

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Segundo a companhia, apesar de ter havido aumento de área plantada em mais de 4%, a redução se deve, principalmente, à queda das produtividades estimadas nas culturas de segunda safra.

A justificativa do ocorrido é por conta dos danos causados pela seca prolongada nas principais regiões produtoras. E ainda, com as baixas temperaturas com eventos de geadas ocorridas nos estados da região centro-sul do país.

O que você verá neste artigo:

Milho

O milho foi uma das culturas mais afetadas, com uma queda de produtividade estimada em 25,7%. A previsão é de que sejam colhidos 4.065 quilos por hectare somente na segunda safra do cereal. A produção total estimada pela Conab deve chegar a 86,7 milhões de toneladas. Do total, 24,9 milhões de toneladas na primeira safra, 60,3 milhões de toneladas na segunda e 1,4 milhão de toneladas na terceira safra.

“A redução só não foi maior porque os altos preços do grão impulsionaram um aumento de área plantada em 8,1%, chegando a 14,87 milhões de hectares. Além disso, Mato Grosso, principal estado produtor, foi o que menos registrou condições climáticas adversas durante o cultivo do cereal”, informou a Conab.

Soja, arroz e feijão

Com a colheita já encerrada, a soja registrou uma elevação de 11,1 milhões de toneladas na produção. Isso manteve o Brasil como o maior produtor mundial da oleaginosa. A colheita desse grão foi recorde, com 135,9 milhões de toneladas.

Conforme a Conab, no caso do arroz, a produção registrou crescimento de 5% na comparação com o período anterior. Chegou a 11,74 milhões de toneladas.

O feijão tem as atenções voltadas para sua terceira safra, ainda em fase inicial de colheita. Há previsão de uma produção total de 2,94 milhões de toneladas, número 8,8% menor que o da safra anterior (2019/2020), que sofreu impacto da seca em suas principais regiões produtoras.

Trigo

A produção estimada de trigo é de 8,6 milhões de toneladas, o que, se confirmado, também representa recorde.

“Com o plantio já encerrado, o grão apresenta um expressivo crescimento na área de 15,1%, situando-se em 2,7 milhões de hectares. Os preços elevados no mercado internacional nos últimos anos incentivaram a maior procura pelos produtores. Aliado à valorização externa, o alto custo do milho no cenário nacional também incentivou o cultivo do trigo, por ser um possível substituto para ração animal”, informou a Conab.

A companhia, no entanto, alerta que os números poderão sofrer alterações devido a questões climáticas. Como, por exemplo, as geadas que têm sido registradas nas principais regiões produtoras do país, ainda não quantificadas pela Conab.

Exportação

Em meio a um “cenário positivo no mercado internacional”, o algodão teve a previsão de exportação aumentada em termos de volume do produto em fibra. A Conab prevê que o aumento será de 4,69%, na comparação com a estimativa anterior.

Já as previsões de exportação de milho e soja foram reduzidas. No caso da soja foi observado ao longo do ano “baixo percentual comercializado”. Dessa forma, as exportações, que estavam estimadas em 86,69 milhões de toneladas, caíram para 83,42 milhões de toneladas.

No caso do milho, a previsão é de uma queda de 20% nas exportações. Isso, conforme a Conab, corresponde a 23,5 milhões de toneladas ao final da safra. “Por outro lado, a projeção de importação manteve-se inalterada em 2,3 milhões de toneladas”, disse a companhia.

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