Conab estima colheita de 264,8 milhões de toneladas de grãos

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
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Crédito: RRRufino / Embrapa

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou nesta quarta-feira (13) o quarto Levantamento da Safra de Grãos.

De acordo com a Conab, o Brasil deverá colher 133,7 milhões de toneladas de soja na safra 2020/2021. A previsão tem por base o aumento de 3,4% na área destinada à plantação da oleaginosa, que representa cerca de 50% da colheita de grãos no país, estimada em 264,8 milhões de toneladas.

Conforme as previsões apresentadas pelo boletim, o crescimento previsto para a produção total será de 7,9 milhões de toneladas. Na comparação, na safra 2019/20 foram colhidas 256,94 milhões de toneladas.

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O principal produtor de soja no Brasil, Mato Grosso, já iniciou a colheita do grão. Conforme a Conab, o estado tem a expectativa de colher 35,43 milhões de toneladas. O montante representa, segundo a Conab, “ligeira queda” na comparação com o projetado para a safra anterior, mesmo com a expectativa de aumento na área plantada.

“O resultado é reflexo da estimativa de menor produtividade, uma vez que as condições climáticas de 2019 não se repetiram até então”, justifica a Conab.

Safras de milho e arroz

A produção de milho para a safra 2020/2021 está estimada em 102,3 milhões de toneladas. “A primeira safra do cereal deve apresentar queda de 6,9%”, informa a Conab. Essa previsão considera as “condições climáticas desfavoráveis” no Sul do país como fator determinante para a redução.

“No Rio Grande do Sul, a diminuição deste índice foi estimada em 11%. Com isso, a produção tende a ser 9,3% menor. Em Santa Catarina, os percentuais de queda na produtividade e na colheita da primeira safra são ainda maiores, chegando a 14% e 12,7% respectivamente”, afirma. De acordo com a Conab, em ambos os estados, a área destinada ao plantio do grão deve crescer. Ou seja, isso reduz um pouco a queda no volume de produção.

Conforme a Conab, o aumento da área destinada à produção de arroz “foi menor do que o esperado, principalmente pelo fato de as chuvas não abastecerem satisfatoriamente as barragens que fornecem água para as lavouras irrigadas na Região Sul”.

As condições climáticas também tiveram influência na produtividade desse grão. Com isso, a produção estimada está em 10,9 milhões de toneladas. Número 2,5% menor do que o registrado na safra anterior.

Por fim, a Conab ressalta que, neste quarto levantamento, houve uma revisão da periodicidade e metodologia do quadro de oferta e demanda de arroz. A janela de análise anual de cada safra passa do período de março a fevereiro para janeiro a dezembro. Além disso, essa mudança já era demandada pelo setor, para dar maior transparência e precisão às estimativas de estoques.

*Com Agência Brasil