Veja como você pode aproveitar o momento de baixa do mercado

Natalia Gómez
Editora, é jornalista especializada no mercado de investimentos há 17 anos. Formada pela PUC-SP, teve experiências em veículos como Agência Estado, Valor Econômico e Revista Você SA; e na área de comunicação corporativa e relações públicas para instituições financeiras.
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Quando o mercado passa por um momento de baixa, é de se esperar que a tensão tome conta dos investidores. 

Diante de pandemias, crises políticas ou econômicas, muitos pensam em vender suas ações e até mesmo as posições em renda fixa.

Afinal, momentos de volatilidade trazem muitas incertezas e o medo de perder dinheiro fala mais alto. 

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Mas será que precisa ser assim, ou existe uma forma eficiente de agir quando o mercado está derretendo?

Confira algumas dicas sobre como aproveitar o momento de baixa do mercado:56

Hora de preparar terreno

Pode não parecer, mas o mercado em baixa esconde grandes oportunidades para quem tem capital disponível.

Nestas épocas, é possível encontrar ações de boas empresas a valores abaixo do seu valor patrimonial, o que é raro. 

Quem conseguir se aproveitar desta chance, e mantiver a calma se o papel cair ainda mais um pouco, terá grandes chances de ter lucros expressivos daqui a um ou dois anos, por exemplo.

O erro seria investir todo o seu dinheiro em ações. Isso nunca é recomendável pois você pode ficar em apuros se precisar fazer um resgate. 

O recomendável, em qualquer momento, é montar uma carteira de acordo com o seu perfil de investidor. 

Valorizar os ativos defensivos

Nesta hora, quem ainda não tinha percebido a importância de ter ativos defensivos em sua carteira pode ter um grande aprendizado.

Um exemplo são ações defensivas, como é o caso do setor elétrico. Quando a mercado está em baixa, estas ações têm um desempenho bem mais favorável. 

Ou seja, quem tem este tipo de ação na carteira não se machuca tanto em momentos de crise. Isso ocorre porque empresas do setor elétrico têm grande previsibilidade sobre os seus ganhos. 

A maioria, principalmente no setor de transmissão e geração, têm ganhos estabelecidos em contratos. 

Mais um exemplo de ativo defensivo é o Certificado de Operações Estruturadas (COE). A maioria dos COE oferece a possibilidade de capital protegido. Ou seja, caso ocorra um prejuízo, o investidor não perde o valor que aplicou.

Fique de olho em renda fixa

Assim como ocorre no mercado acionário, também podem surgir oportunidades no mercado de renda fixa. Isso porque fundos de investimento têm limites de volatilidade, e partem para a venda em momentos de turbulência. 

Isso pode impulsionar o retorno de alguns títulos do Tesouro Direto. Vale lembrar que nos últimos anos, com a taxa básica de juros em queda, a renda fixa tem ficado menos atrativa.

Isso significa que melhorias momentâneas devem ser bem aproveitadas por quem tem dinheiro disponível.

Bolsa em queda? Rebalancear é preciso 

Independentemente do momento ser de alta ou baixa, rebalancear a carteira é uma regra a ser respeitada. Caso você tenha 30% do seu portfólio em ações, por exemplo, vai ver esta fatia diminuir caso o mercado esteja em queda.

Se esta fatia chegar a 15%, você deve comprar o suficiente para recompor os 30% anteriores. O mesmo vale em momentos de alta do mercado. Se a fatia de ações passar de 30% do total, venda uma parte.

O recomendável é fazer isso periodicamente, a cada três ou seis meses.