Como sair das dívidas?

A Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor – PEIC de janeiro de 2017 mostra que 57,5% das famílias brasileiras que ganham até dez salários mínimos, estão endividadas. Mas como sair das dividas?

Lucas Carulice
Lucas Carulice, ávido estudioso sobre educação financeira, investimentos e comportamento humano. Assessor de Investimentos do Eu Quero Investir, graduado em Administração de empresas, certificado pelo ISC - International School of Coaching como Master Coach Financeiro e credenciado na CVM pela Ancord. Acumulo mais de 10 mil horas de atendimento no mercado financeiro com a missão de ajudar as pessoas a investirem melhor seus recursos. Me envie um e-mail, ou me chame no WhatsApp! O meu número é 47 9 9946-6814 e o meu e-mail é lucas.carulice@euqueroinvestir.com
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Vamos ser sinceros, nós sabemos que estar endividado não é uma situação fácil. Baixa produtividade, separação conjugal, estresse, vícios, acidentes de trabalho e depressão são algumas das consequências da falta de dinheiro em nossas vidas.

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Qual a origem da dívida?

[box type=”info” align=”” class=”” width=””]Você sabia que aproximadamente 22% da renda do brasileiro é usada pagando juros? Esse é um dos dados alarmantes divulgados no estudo de 2017 do consumo e endividamento da Fecomércio- RS. Imagine que a cada R$1.000,00 que você recebe de salário, R$220,00 escorrem pelas mãos pagando juros.[/box]

Como a sua dívida foi gerada? Os principais geradores de dívida são:

[tie_list type=”checklist”]

  • Perda de emprego
  • Divórcio
  • Doença
  • Falta de organização
  • Compulsão por gastos
  • Excesso de juros pagos
  • Trauma com o dinheiro
  • Crenças negativas

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Para todos esses geradores existe solução, ou ao menos uma forma de amenizar maiores transtornos.

O primeiro passo para sair das dívidas é assumir que você é o principal culpado, esconder a verdade de si não vai te ajudar a resolver. A culpa não é minha: “Eu emprestei o nome…”, “Comprei um carro pro meu irmão…”, “Tive um imprevisto…”, “O banco me emprestou dinheiro…”, “O cartão de crédito me enganou…”. Percebe que em todas as situações você é o responsável? Você sempre tem uma arma poderosa, falar não.

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Antes de saber o que fazer com cada dívida é importante aprender a controlar seu dinheiro, vou falar sobre isso a seguir.

Organização das Finanças

Existem diversos tipos de aplicativos ou planilhas gratuitas disponíveis na internet, e por que a maior parte das pessoas não consegue organizar as finanças? A tendência é que a nossa mente busque sempre o caminho mais rápido e fácil, por consequência tudo que demanda tempo e sai da nossa rotina nós podemos sabotar ou deixar de fazer facilmente.

Anotar tudo o que gasta e somar no final do mês também não é o mais correto, pois você estará agindo de forma reativa as atitudes que já foram tomadas, portanto o orçamento deve tratar de futuro e não do passado.

O grande segredo é dividir suas despesas por grupos, por exemplo: habitação, transporte, alimentação, saúde e assim por diante. Perceba que você dará nome ao dinheiro que recebe. A grande sacada para prosperar é viver abaixo das suas possibilidade, então não esqueça de separar uma parte para os investimentos.

[box type=”success” align=”” class=”” width=””]Você pode ter ficado em dúvida de como definir o valor para cada grupo. Se desejar pode anotar tudo que gasta, somente no primeiro mês, para que esses valores fiquem mais palpáveis.[/box]

E depois como controlar o dinheiro? A maneira mais indicada é fazer envelopes ou potes com o nome de cada grupo assim você terá um controle visual durante o mês do que já gastou e ainda pode gastar.

Se por exemplo você tiver um imprevisto e seu dinheiro da saúde já foi usado, você pode transferir de outro grupo para suprir a necessidade, assim o seu cérebro vai entender que precisa economizar, pois a quantidade de dinheiro do envelope diminuiu.

Agora você pode pensar, temos em nossas mãos muita tecnologia, cartões de crédito e débito, e o indicado é usar envelopes com dinheiro vivo? Isso mesmo! Depois de 3 meses usando esse sistema você desenvolverá um padrão de consumo, e aí sim, poderá migrar para o uso dos cartões. Se em algum mês algo sair do controle, retome a técnica do envelope para reestabelecer a ordem.

Como eliminar as dívidas?

Agora que você já está com as suas finanças organizadas, vamos entender como aniquilar suas dívidas para sempre.

Para simplificar podemos dividir o sistema financeiro que três grandes grupos, os agentes deficitários, superavitários e o intermediários. Na prática se você paga juros é o deficitário, se recebe juros é o superavitário e o banco é o intermediário da operação, ele que conecta quem precisa de dinheiro com quem tem dinheiro para emprestar. Todas essas trocas não acontecem por acaso, elas possuem um fator de reajuste os juros.

Agora vamos para a ação, monte um controle das suas dívidas. Descreva a data que contraiu, nome do credor (banco, familiares), valor que pegou, valor da parcela, em quantas parcelas fez e quantas faltam para quitar (Ex: 24 vezes, paguei 10, faltam 14), o motivo e o mais importante: a taxa de juros.

Com todas as informações apuradas vamos organizar da mais cara para a mais barata para entender a melhor estratégia de pagamento.

Então se, por exemplo, você possui duas obrigações: a primeira de R$1000 com juros de 3% a.m. (ao mês) e a segunda de R$5000 com juros de 1% a.m. podemos concluir que a mais cara é segunda de R$5000, certo? Errado. É necessário avaliar a maior taxa de juros.

Se você abandonar a de R$1000 para pagar de R$5000, possivelmente quando retornar o valor será muito maior, pois elas são reajustadas pelos juros compostos, lembra?

Como planejar?

Faça um plano junto com a sua família para organizar sua vida financeira e sair o mais rápido possível dessa situação. Lembre-se de descrever a meta, pode ser no modelo S.M.A.R.T, que significa:

[tie_list type=”starlist”]

  • eSpecífica – O quê?
  • Mensurável – Quanto?
  • Alcançável – Como?
  • Relevante – Por quê?
  • Temporal – Quando?

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Quanto mais detalhes, melhor. Fica muito mais fácil encontrar o objeto ideal, analisar a viabilidade, medir seu progresso, manter-se motivado e saber quanto tempo falta para atingi-lo.