Selic cortada: saiba como rentabilizar mais com juros baixos

Com a Selic, taxa básica de juros, na menor média histórica os lucros dos investimentos também caem

Carlos Henrique de S. e Silva
Possuo certificação ANCORD (Associação Nacional das Corretoras e Distribuidoras) para atuar como assessor de investimentos. Atuo há mais de 2 anos como assessor credenciado à XP Investimentos e já assessorei mais de 300 clientes a investirem melhor os seus recursos. Decidi trabalhar nessa área pelo grande potencial de crescimento profissional e pela possibilidade de ensinar as pessoas a investirem melhor. Sou sócio da EQI Investimentos e tenho formação em Gestão Financeira. Atualmente conto com uma equipe de assessores e um grupo seleto de clientes atendidos diretamente por mim.

Crédito: studiogstock/ Freepik

O cenário mudou, aquele famoso 1,00% ao mês já não existe e os investimentos de renda fixa não estão remunerando o capital da mesma maneira como antes. Entretanto, existe uma classe de ativos que sempre vai se valorizar quando a Selic estiver baixa.

A Selic está sendo cortada e isso afeta seus investimentos

Percebeu que a rentabilidade das suas aplicações estão menores do que nos meses anteriores? O motivo é que Selic foi de 6,5% para 6,0%, e seus investimentos em renda fixa estão pagando menos. Se você ainda não sentiu a redução dos juros em suas aplicações, você sentirá a mudança nos próximos meses.

E más notícias. Segundo o COPOM (Comitê de Política Monetária), há sinalização de mais cortes até o fim de 2019. Assim, podemos chegar à taxa básica de juros de 5,0% ou 5,5% ao ano! Isso mesmo, sua aplicação de 100% do CDI pode render aproximadamente 0,40% ao mês.

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No entanto, nem tudo está perdido. Existem alternativas de aplicações que se beneficiam de um cenário de juros baixos. Para ser mais específico, há um índice que representa uma classe conhecida de ativos com correlação inversa à Selic: O IFIX.

Por que você deveria ficar de olho no IFIX?

O IFIX é o índice que representa a volatilidade do mercado brasileiro de Fundos Imobiliários e quando o comparamos o IFIX com a Selic, temos o seguinte resultado:

IFIX vs Selic

É notável que quando a Selic sobe o IFIX cai e vice versa. Isso ocorre principalmente pelo Dividend Yield (ou o aluguel pago mensalmente) para o cotista dos fundos.

O IFIX representa os fundos negociados no mercado, portanto, apresenta a valorização do preço das cotas dos fundos imobiliários em uma carteira teórica distribuída ponderadamente que vai de acordo com os fundos de maior negociabilidade aos menores.

Um exemplo na prática

Em 2015, nós tínhamos uma Selic pagando 14% ao ano. Ou seja, um Título do Tesouro Selic remuneraria um investidor com aproximadamente 0,99% ao mês líquido de imposto.

Agora, com a Selic cortada, o cenário já não é mais o mesmo: um Título do Tesouro Selic remunera, por volta de 0,42% líquido de imposto. Enquanto a média dos Fundos Imobiliários paga 0,6% a 0,7% ao mês.

Se você acha que é só isso, mais um ponto

O período de recessão, iniciado em 2015, foi principalmente gerado pelo boom imobiliário proveniente de incentivos à empreiteiras e de subsídios de crédito a pessoas físicas. Esses fatores culminaram na maior recessão da economia brasileira desde a história recente da redemocratização.

O fator que valoriza ainda mais os Fundos Imobiliários: a recessão impactou imensamente o mercado imobiliário, reduzindo valores de aquisição e aluguel de imóveis corporativos e familiares.

Estamos passando por um cenário de retomada econômica e isso só tende a valorizar empresas, imóveis e, claro, o país como um todo. Por que não antecipar o movimento e iniciar os investimentos em Fundos Imobiliários que tendem a pagar os maiores dividendos?

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