Como organizar sua vida financeira: dicas de Gustavo Cerbasi

Carla Carvalho
Graduada em Ciências Contábeis pela UFRGS, pós-graduada em Finanças pela UNISINOS/RS. Experiência de 17 anos no mercado financeiro, produtora de conteúdo de finanças e economia.

Crédito: Divulgação

Como organizar sua vida financeira, de Gustavo Cerbasi, é um guia completo sobre organização e planejamento financeiro. De forma muito didática, o autor organizou em 10 capítulos os pontos que julga mais relevantes para a organização das finanças pessoais. Para isso, Cerbasi levou em consideração as principais dúvidas de seus clientes durante toda a sua trajetória como consultor.

Como organizar sua vida financeira: resenha do livro

A seguir, confira as principais ideias dos 10 capítulos do livro:

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1 – Autoconhecimento: o passo mais importante

Para que se possa começar a organizar a vida financeira, a primeira coisa a fazer é levantar dados sobre si mesmo. Alguns exemplos são a renda mensal, gastos mensais, total de investimentos, prazo almejado para se aposentar, entre outros.

De posse dessas informações, já dá para calcular o patrimônio mínimo de sobrevivência (PMS), o patrimônio mínimo recomendado (PMR), o patrimônio ideal (PI) e o patrimônio necessário para a independência financeira (PNIF). Mas não pense que o livro é técnico, e nem se assuste com tantas siglas. Basicamente, Cerbasi estabeleceu esses conceitos para facilitar a comunicação. Tudo está bem explicado na obra!

2 – Organize o seu orçamento doméstico

O orçamento doméstico nada mais é do que o mapa que irá guiar a nossa vida financeira. Nesse sentido, ele mostrará em que etapa do caminho estamos, e o quanto ainda precisamos andar para atingir os nossos objetivos.

Por isso, é fundamental conhecermos detalhadamente todos os nossos gastos. Isso nos permitirá manter a qualidade de vida em relação ao consumo e, ao mesmo tempo, projetar as reservas financeiras para o futuro.

Para se ter uma melhor noção do orçamento, o ideal é separar gastos fixos e variáveis. Além disso, é importante atualizá-los sempre que os preços ou o nosso padrão de consumo sofra alterações.

3 – Utilize seu orçamento com inteligência

Nesse sentido, Cerbasi dá algumas dicas como anotar gastos, observar como evoluiu o padrão de consumo ao longo do tempo e refletir sobre as escolhas financeiras. Além disso, ressalta a importância de simular situações extremas, como a perda de renda ou o recebimento de uma herança, por exemplo.

É importante fazer isso mensalmente, para que se tenha tempo hábil de realizar algum ajuste quando necessário. Além disso, o autor recomenda que se faça uma reserva de 5% das despesas para cobrir imprevistos.

4 – A hora da declaração do Imposto de Renda

Um dos erros que a maioria das pessoas comete é se preocupar com o imposto de renda somente na época da declaração. Segundo o autor, o ideal seria ter um controle periódico de toda a movimentação financeira e armazená-la durante o ano. Para isso, basta separar uma pasta e guardar recibos de despesas, comprovantes de pagamento e todos os documentos que serão necessários para a prestação de contas anual. Isso ajuda na organização e evita que documentos sejam perdidos ou esquecidos.

5 – Prepare-se para as compras

Em relação às compras do dia a dia, faça uma lista e saiba exatamente quanto você dispõe para gastar. Além disso, pesquise sempre o valor do que você deseja antes de realizar a compra.

Para gastos maiores, defina o que você quer obter no curto, médio e longo prazo. Dessa forma, você saberá quanto precisa economizar por mês e por quanto tempo. Não esqueça de acompanhar mensalmente a evolução das suas reservas, para que possa avaliar se, de fato, chegará aos seus objetivos.

6 – Utilizando o crédito a seu favor

Cerbasi nos mostra que é possível utilizar o crédito a nosso favor. No entanto, isso deve ser feito de forma muito planejada. Ou seja, as dívidas que contrairmos deverão servir para auxiliar a construir o patrimônio, ou dar suporte a eventuais necessidades.

Além disso, é preciso construir um bom histórico de crédito para um melhor acesso a esses recursos. Ou seja, quem não tem o hábito de se endividar e mantém as contas em dia consegue crédito mais fácil do que quem vive endividado.

7 – Orientações para manter as dívidas em equilíbrio

Para o autor, o maior problema não é extrapolar o limite das dívidas, mas sim não agir para corrigir o problema.

Nesse sentido, um dos erros mais frequentes que as pessoas cometem é superestimar a capacidade de pagamento das prestações. Outro problema é não dar a devida atenção para os juros cobrados nos financiamentos.

Para estancar a saída de dinheiro, o primeiro passo é reduzir os gastos familiares. Até que as dívidas voltem a um patamar aceitável, é preciso eliminar todo o supérfluo, e isso requer foco e disciplina.

8 – Segurança: mais pessoas dependem de você

Nesse capítulo, Cerbasi fala sobre a importância dos seguros para a proteção e manutenção do patrimônio. Isso porque não basta somente estratégia e disciplina para conquistarmos a segurança financeira, pois estamos sempre sujeitos a imprevistos.

9 – Investimentos: bens necessários

No início, para que se conquiste a segurança financeira, o fundamental é poupar. Porém, com o passar do tempo, somente economizar dinheiro não basta para fazer crescer o patrimônio.

Esse é o ponto que Cerbasi aborda nesse capítulo. Com o tempo, torna-se necessário conhecer e estudar mais sobre investimentos. Para isso, não é necessário ser um expert no mercado financeiro. Basta manter-se atualizado e contar com uma boa assessoria de investimentos para ajudar nas melhores escolhas para a carteira.

10 – Detalhes que não podem ser esquecidos

Por fim, o autor ressalta a importância de dar atenção a detalhes como uma vida equilibrada junto à família, por exemplo. Embora seja fundamental fazer planos, deve-se ter a consciência de que, muitas vezes, eles não sairão conforme previstos.

Nesse sentido, uma das dicas de Cerbasi é de que você não se planeje para a aposentadoria, e sim para a independência financeira. Isso porque, lá na frente, você pode decidir parar de trabalhar ou, simplesmente, mudar de área.

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