Como a nova previsão do BC para o IPCA impacta meus investimentos?

Daniele Andrade
Jornalista formada pela Universidade Positivo, pós-graduada em Mídias Digitais. Atualmente cursa bacharel em História. Gosta de produzir reportagens sobre política tanto nacional quanto internacional, economia e tecnologia.
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Crédito: Lucia Grzeskiewicz / Pixabay

O Banco Central realizou a redução na projeção para o Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) de 2020, na quinta-feira (26), o que preocupou quem possui investimentos. No final do ano passado, em dezembro o cenário imaginado era da taxa de juros a 5,0% e a de câmbio a R$ 4,20. Dessa maneira, a previsão para a inflação era de 3,6% ano. Mas, com o avanço do coronavírus, vindo a se tornar uma pandemia, o BC possui uma nova previsão: de 2,6% para a inflação. Segundo informações do jornal Estadão.

A pandemia do coronavírus vai levar a queda de demanda e desaceleração das atividades econômicas. Por isso, o Banco Central divulgou uma nova previsão. A inflação ficou abaixo da meta de 4%, o que fez os investidores ficarem em alerta com o número.

Em entrevista ao Estadão, a analista de research da Ágora Investimentos, Maria Clara Negrão comentou sobre o assunto. Segundo a analista, se a previsão se confirmar, os investimentos atrelados ao IPCA vão sofrer impacto. O que pode abrir caminho para novos cortes também na taxa básica de juros, a Selic.

Avaliando esse possível cenário, os investimentos em renda fixa, considerados os mais conservadores iriam se tornar menos interessantes. Ao garantir uma diminuição na rentabilidade, em comparação a outros investimentos. 

Opiniões de especialistas em investimentos

Na última ata, a qual foi divulgada pelo Copom (Cômite de Política Monetária), o Banco Central utilizou um tom de cautela. Em que, não se comprometeu em continuar a reduzir a taxa Selic, oficialmente. Mas, de acordo com Negrão, os fatos são favoráveis a novos juros mais baixos na economia.

“O Banco Central teria todos os argumentos para fazer novos cortes. Com a desaceleração da atividade e inflação muito abaixo da meta”, explica Maria Clara Negrão. 

A análise de Maria Clara é a mesma de Felipe Sichel, estrategista-chefe da Modal Mais: “O cenário para a inflação mostra a necessidade de acomodação das expectativas para baixo. A evolução do hiato aponta para aumento das forças deflacionárias na economia. Potencializado pelo choque que esperamos no emprego ao longo dos próximos meses.”.

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O conselho do economista Pedro Paulo Silveira, da Nova Futura Investimentos é utilizar o período para refletir. “O ambiente é de muitas incertezas, não sabemos qual será a extensão e o impacto do coronavírus, as perspectivas econômicas podem mudar muito até o fim do ano”, explica o economista.

Resumindo, no momento os investidores devem manter a calma. Para quem investe em renda fixa, é necessário acompanhar o desenvolvimento da crise. Sem tomar decisões precipitadas, que possam prejudicar seus investimentos. 

Já para os investidores moderados e arrojados, este é o momento para observar ações de empresas sólidas. As quais possuam perfil de endividamento moderado, para conseguir boa rentabilidade no futuro.