Como investir no Metaverso? Conheça 6 aplicações!

Ronaldo Araújo
Engenheiro e Agente Autônomo de Investimentos, hoje me dedico a divulgar ensinamentos sobre como funciona a Previdência Privada. Acredito que com mais conhecimento é possível fazer melhores escolhas para a formação do patrimônio de longo prazo. Para saber mais acesse www.ronaldoaraujo.com.br
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Desde que o conceito ganhou força, muitas pessoas desejam saber como investir no metaverso. A procura por esse conhecimento aumentou bastante desde que Mark Zuckerberg anunciou a alteração do nome de seu grupo Facebook para Meta. Foi uma mudança ousada e indica a disposição da gigante de tecnologia em atuar nesse novo espaço virtual.

Este artigo traz as principais maneiras de fazer investimentos no que parece ser o futuro das interações humanas. Lendo o texto, você conhecerá 6 diferentes formas de investir no metaverso. Vale frisar que todas elas pertencem ao mercado de risco. Assim, deve-se considerar a tolerância à volatilidade que cada investidor possui.

Pronto para a leitura? Então prossiga!

Como investir no Metaverso?

  1. Terrenos virtuais
  2. Criptomoedas
  3. Tokens
  4. NFT
  5. Ações
  6. ETF

Existem pelo menos 6 maneiras diferentes de investir no metaverso para ter a possibilidade de ver seus rendimentos serem multiplicados.

Vale lembrar que nenhuma dessas aplicações é de renda fixa. Portanto, todas elas têm algum risco associado. É importante ter um bom conhecimento para poder controlar a exposição do capital.

Confira a seguir o detalhamento de cada uma dessas categorias de investimento.

1. Terrenos virtuais

Sim, já é possível investir em “pedaços de chão” virtuais e até mesmo ganhar dinheiro com eles.

Ainda que seja um mundo digital, um metaverso aplica muitos conceitos originários do mundo real. Nem poderia deixar de ser, pois os humanos só podem compreender aquilo que já existe previamente.

Conceitos novos geralmente são assimilados apenas por comparação. Daí o entendimento sobre terrenos virtuais.

Prova disso é a transação multimilionária envolvendo a compra de um espaço virtual no metaverso Decentreland.

Trata-se de um ambiente baseado em blockchain no qual é possível visitar imóveis, interagir com outros avatares e (porque não) adquirir terrenos.

Foi o que fez o Metaverse Group ao investir 618 mil MANA (criptomoeda usada nesse metaverso) em um conjunto de 116 sublotes de 5 metros quadrados cada um.

O valor equivale a aproximadamente U$ 2,5 milhões (ou R$ 14 milhões).

A localização do terreno é na “Fashion Street” do metaverso e o objetivo da compra é sediar eventos futuros de moda, além de vender roupas virtuais aos avatares.

2. Criptomoedas

As transações financeiras são uma realidade em um metaverso. No entanto, o ponto de atenção fica por conta da moeda utilizada. Naturalmente, ela não faz parte do mundo físico.

Isso quer dizer que para comprar ou receber valores por meio de uma venda é preciso usar moedas virtuais, as criptomoedas.

Elas já são bastante conhecidas atualmente e algumas têm bastante destaque.

É o caso da moeda usada no jogo Axie Infinity (sob o código AXS) que ganhou bastante notoriedade recentemente.

A própria MANA usada no metaverso Decentreland chegou a valorizar 400% em novembro de 2021, após o anúncio da maior transação envolvendo terrenos virtuais.

Desde seu lançamento, a MANA já ganhou aproximadamente 4.700% de valor em sua cotação.

3. Tokens

Além das moedas virtuais, também é possível investir o dinheiro real em tokens de ativos. Eles representam o valor monetário de algum bem virtual, como itens de jogos ou um carro digital, por exemplo.

A vantagem dos tokens é sua versatilidade. Qualquer ativo pode passar pelo processo conhecido como tokenização.

Inicialmente, a ideia era aplicar esse conceito a ativos do mundo real, como precatórios e imóveis.

No entanto, houve grande destaque recentemente do conceito de metaverso.

Isso aconteceu principalmente após o anúncio do Facebook em mudar seu nome para Meta e direcionar investimentos na criação de seu próprio metaverso.

Assim, os tokens deverão ser usados larga escala nos mundos virtuais também e servirão para atribuir valor a itens de toda espécie.

Roupas, carros e terrenos virtuais: tudo em um metaverso pode ser tokenizado.

4. NFT

Um NFT é um tipo particular de token. Sua sigla quer dizer Non Fungible Token e ele serve para atribuir valor a itens cuja precificação não pode ser totalmente estimada.

É o caso de obras de arte, por exemplo. Seu valor intrínseco está mais ligado à percepção do mercado do que propriamente a um valor numerário.

Vem daí sua atribuição de não fungível, ou seja, não mensurável.

Itens de colecionadores pertencentes a um metaverso podem ser negociados via NFT. Quem o detiver poderá ganhar dinheiro, desde que o mercado entenda que existe um valor muito grande associado ao item.

Essa é mais uma forma de investir em metaversos e sua valorização não obedecerá aos conceitos de mercado, e sim ao valor atribuído pelo julgamento de um certo público.

5. Ações

Outra forma de investir em metaversos (mas conservando os aspectos tradicionais de investimento) é optar pela compra de ações de empresas de tecnologia envolvidas nesse novo ambiente.

Um exemplo é a própria META (antigo Facebook). Na bolsa brasileira, seu BDR é negociado sob o código FBOK34.

O interesse da companhia em desenvolver seu metaverso particular é tão grande que atualmente mais de 20% de toda a força de trabalho do grupo se concentra nessa atividade.

E existem outras alternativas também: a empresa Epic Games desenvolveu o jogo Fortnite e já experimenta grandes sucessos em seu metaverso, reunindo milhões de avatares.

Já a plataforma Roblox Corporation atua no mundo dos games e divulga sua visão de metaverso como sendo o “local” no qual pessoas podem trocar experiências, aprender, trabalhar e socializar.

Seu BDR pode ser encontrado sob o código R2BL34 na B3.

6. ETF

Por fim, também já é possível (agora mesmo nesse instante) investir em metaversos via fundos de ETF.

Originalmente, um ETF acompanha o desempenho de algum índice de referência. No caso dos metaversos, já existem ETF’s dedicados apenas a esse fim.

É o caso do Roundhill Ball Metaverse ETF, que foi lançado recentemente em junho de 2021.

Seu indexador é o índice Ball Metaverse. Quem faz investimentos nesse ativo não se preocupa em negociar os títulos diretamente, pois se trata de uma gestão passiva.

Decidir como investir no metaverso é apenas uma questão de escolha pessoal. Assumindo os riscos (já que se trata de um investimento de renda variável) basta escolher a forma mais adequada ao perfil e fazer a aplicação. O ponto alto de toda essa discussão é que provavelmente esse é apenas o começo de uma nova era. Sendo assim, muito do que está por vir ainda é totalmente desconhecido de todos os participantes desse ecossistema.

Gostou do conteúdo? Então aproveite para saber mais e leia o artigo sobre o que é metaverso!