Como investir em ações: veja cinco dicas para você começar

Carla Carvalho
Graduada em Ciências Contábeis pela UFRGS, pós-graduada em Finanças pela UNISINOS/RS. Experiência de 17 anos no mercado financeiro, produtora de conteúdo de finanças e economia.
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Com a Selic na mínima histórica desde a sua criação, as ações têm despertado interesse mesmo entre os investidores mais conservadores. Entretanto, para continuar tranquilo com o seu patrimônio, há pontos importantes sobre o mercado acionário que você deve avaliar antes de investir seus recursos.

Pensando nisso, elaboramos 5 dicas para que você possa começar a investir em ações com segurança.

Antes de começar, faça uma reserva de emergência

Todo investimento busca potencializar os ganhos, e as ações são um excelente instrumento para isso. Porém, quem investe em ações deve pensar no longo prazo, sob pena de perder rendimentos e, às vezes, até o valor aplicado.

Ferramenta ajuda na escolha de suas ações de acordo com balanços

O motivo é simples: mesmo quem não é expert em bolsa de valores já ouviu falar nos altos e baixos das ações. Imagine, então, que uma emergência faça com que você precise de parte de suas aplicações. Se elas estiverem totalmente alocadas em ações, há chances de que você perca dinheiro caso faça o resgate em um momento de
queda do mercado.

Portanto, é fundamental que parte de seus recursos estejam alocados em aplicações de liquidez imediata. CDBs, Tesouro Direto e fundos DI são ótimas opções acessíveis no curtíssimo prazo.

Ações são um investimento de longo prazo

Pense no seguinte: a empresa precisa produzir, vender, receber as vendas e só então poderá distribuir seus lucros. E, ainda, esses prazos irão variar conforme o setor de atuação. Um supermercado, que recebe à vista, terá um fluxo financeiro mais rápido do que uma indústria de aeronaves, por exemplo.

Além disso, algumas turbulências na economia podem afetar esses papéis. Porém, quando cai o preço das ações de uma empresa, não significa, necessariamente, que ela tenha problemas. Fatores políticos e sociais também influenciam nesse sentido.

Uma nova greve dos caminhoneiros, por exemplo, poderá valorizar ações de companhias ferroviárias, que teriam sua demanda por transporte aumentada. Por outro lado, varejistas que dependem do transporte rodoviário para se abastecerem, possivelmente teriam queda no valor de seus títulos.

Veja que, nos dois exemplos, não foi o resultado, a gestão ou algum outro fato interno que provocou a oscilação das ações. Motivos externos às empresas prejudicaram os preços. Logo, para que você não tenha perdas em momentos de crises, não deve resgatar esses investimentos em momentos pontuais como esses.

Portanto, é fundamental que pense em ações como uma opção de longo prazo. Isso lhe ajudará a ter sangue frio para conviver com o sobe e desce frequente da bolsa de valores.

Diversifique sua carteira de ações

A diversificação é fundamental para mitigar os riscos dos investimentos. Porém, muitos pensam que diversificar é só comprar papéis de empresas diferentes. Uma carteira formada exclusivamente por ações de 10 bancos, por exemplo, não é diversificada. Bastaria uma crise no setor financeiro para que toda ela perdesse parte de seu valor.

Investir em diferentes segmentos é a melhor forma de diversificação. A quantidade adequada de setores e o ramo de atuação dependerá do valor investido e do perfil de risco do investidor.

Todavia, há dicas que podem servir para todos os que querem começar a montar sua carteira de ações. Empresas consolidadas no mercado (também chamadas blue chips), aquelas com histórico de bons resultados e boas práticas corporativas, devem compor a carteira de todo investidor.

Além disso, se você está iniciando, é interessante optar por segmentos menos suscetíveis a crises. Turismo, hotelaria e entretenimento, por exemplo, sofreram bruscas quedas com a pandemia.

Em compensação, segmentos mais previsíveis como saneamento e transmissão de energia, conseguem manter constância no desempenho mesmo em épocas de oscilações.

Busque conhecimento técnico

Para investir no mercado de capitais, é muito importante ter algum conhecimento sobre finanças e contabilidade. Afinal, você precisa saber avaliar a saúde financeira das empresas que receberão o seu dinheiro.

Caso você não seja da área e não tenha vontade ou aptidão para aprender sobre finanças, busque o auxílio de alguma assessoria especializada. Nessas horas, profissionais qualificados lhe darão a segurança necessária para montar o seu
portfólio.

Mantenha-se informado sobre o mercado de ações

Como vimos, as empresas são suscetíveis a fatores sobre os quais não têm ingerência, como crises econômicas, políticas e sociais. E essas instabilidades são mais acentuadas em países de estruturas econômicas mais frágeis, como o nosso.

Portanto, mesmo que você tenha uma assessoria financeira, é muito importante que se mantenha bem informado sobre economia. Acompanhar o mercado fará com que você não tenha surpresas desagradáveis e lhe ajudará a redirecionar seus recursos em tempo de evitar perdas, se for o caso.

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