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Como ensinar crianças a terem uma boa relação com o dinheiro em sete passos simples

Especialista destaca que crianças que aprendem a lidar com o dinheiro desde cedo tornam-se adultos mais seguros de suas escolhas no futuro.

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Crédito da imagem: Pixabay-Pexels/Internet

Quem convive com crianças certamente já se deparou, em algum momento, com algum dos impasses que surgem quando os pequenos começam a lidar com dinheiro. Dentre as questões que pais, avós e tios precisam responder estão perguntas do tipo:

“De onde vem o salário?”

“Devo dar, ou não, uma mesada?”

A superintendente de sustentabilidade e negócios do Itaú Unibanco, Denise Hills, explica que, na maior parte do tempo, as crianças aprendem observando o comportamento dos adultos, mas, esse aprendizado também pode ser construído durante as interações do dia a dia.

Para Hills, essas interações ocorrem durante todo o tempo e, em muitos casos, envolvem o uso do dinheiro. Assim, os pais devem aproveitar essas oportunidades para ensinar aos pequenos como fazer o bom uso do dinheiro e, também, o valor das coisas. Para a especialista, essa atitude pode ser mais prazerosa do que a maioria dos adultos imaginas.

Ela também elencou sete dicas que podem ajudar as pessoas que estão lidando com esse dilema.

Confira:

  • Conversar sobre finanças ainda é um grande tabu para a maioria dos brasileiros, contudo, a especialista aponta que isso precisa mudar. O dinheiro é uma parte importante da vida dos indivíduos, pois é por meio dele que os sonhos podem ser realizados. Logo, é importante que as pessoas aprendam a fazer o uso consciente desse recurso. Assim, a dica é falar naturalmente com as crianças sobre assuntos que envolvam o dinheiro como o cuidado, a consciência e, principalmente, sobre as melhores formas de fazer o bom uso dele, pois trata-se de algo que demanda muito trabalho para ser conseguido.
  • Quando a criança atinge os seis anos de idade já é capaz de cuidar do próprio dinheiro. Assim, Hills recomenda que os pais ou responsáveis comecem a dar uma pequena “semanada” para os pequenos e que também explique para a criança quais são os gastos que esse dinheiro deve cobrir como, por exemplo, o lanche da escola. Um ponto importante é não fazer complementos nesse valor caso o dinheiro acabe antes, pois, assim, a criança começa a ter uma noção de que deve cumprir um orçamento. A especialista também aponta que a mesada deve ser iniciada a partir dos 11 anos.
  • Envolver as crianças na elaboração da lista de supermercado é uma forma eficiente de ensiná-la a planejar e a fazer escolhas certas. Assim, uma boa dica é pedir dicas aos pequenos na hora da compra.
  • As crianças devem ser envolvidas no planejamento dos objetivos em comum da família, como uma viagem no fim do ano. Elas também podem se envolver em questões que estejam ligadas ao planejamento familiar, como poupar nas contas de luz ou telefone. Os recursos economizados podem ser utilizados para atingir os objetivos definidos em família.
  • Quando o adulto for utilizar um caixa eletrônico para sacar dinheiro, caso a criança esteja por perto, pode explicá-la de onde vem o dinheiro. Essa orientação é muito importante, pois grande parte das crianças imaginam que esse dinheiro simplesmente vem da máquina e nem imaginam que, por trás disso, há bastante trabalho envolvido.
  • Também é importante explicar para as crianças como funcionam as compras feitas com o cartão de crédito. O adulto deve explicar como essa compra será paga e se vale à pena comprar algo naquele momento ou esperar mais um tempo.
  • Famílias que se encontram endividadas também devem utilizar as mesmas orientações, contudo, os adultos precisam acertar as dívidas antes de falar sobre dinheiro com as crianças. Dessa forma, transmitirão mais segurança aos pequenos.

Para Hills, ensinar os pequenos desde cedo a lidar com o dinheiro é algo que gera um grande impacto na vida adulta, uma vez que se tornarão pessoas mais seguras de suas escolhas.

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Crédito da imagem: Reprodução/Internet

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Késia Rodrigues - Colaboradora Independente

Colaboradora Independente do Portal EuQueroInvestir e leitora assídua de conteúdos sobre economia e política. Apaixonada por literatura, viagens, tecnologia e finanças.

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