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Como começar a investir

Como começar a investir
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Se você entende pouco sobre o mercado financeiro e está procurando orientações de como começar a investir, deve ter se deparado com diversas siglas como SELIC, CDI, CDB, LCA, LCI… caso não as conheça, não se preocupe, este artigo entregará as respostas que você precisa.

Nele trataremos de quatro fatores extremamente importantes para o investidor que deseja encontrar sucesso em suas aplicações financeiras, serão eles:

– conceitos básicos sobre o mercado financeiro;
– segurança nos investimentos;
– alternativas de aplicações financeiras;
– estratégias de alocação.

Começaremos pelos conceitos para que você aprenda a avaliar se um investimento é bom ou ruim, e deles tiraremos 3 lições. A inflação, Selic e CDI serão os fatores que darão o norte para as suas decisões:

INFLAÇÃO:

A inflação é o índice que mede a alta dos preços de produtos e serviços dentro da economia.
Vamos exemplificar para ficar mais simples a compreensão:

Imagine que a um ano atrás você reservou R$100,00 reais das suas economias para comprar maçãs, que na época custavam R$1,00 real a unidade.

Supondo que durante este ano a inflação foi de 10% na economia, seu dinheiro será impactado desta forma:
A maças passaram a ser 10% mais caras, custando R$1,10 a unidade. Seus R$ 100,00 reais que antes compravam 100 maças, hoje compram 90.

inflação

É desta forma que a inflação impacta no seu dinheiro. O que comprávamos a 1 ano atrás, não é o mesmo que compramos hoje.

Para guardar seus recursos e não perder o poder de compra, não basta apenas que se tenha algum rendimento. Este rendimento DEVE superar a inflação. Esta é a primeira lição do nosso artigo.

1. SEUS INVETIMENTOS DEVEM SUPERAR A INFLAÇÃO

SELIC

Se você acompanha os noticiários, certamente já ouviu falar na taxa Selic. Ela é a taxa de juros básica da economia brasileira, determinada pelo banco central e utilizada para controlar a inflação.

Se a inflação sobe, o BC pode controla-la através da alta da Selic, que representa a alta do custo de crédito. Se o crédito fica mais caro, passamos a consumir menos. Se a taxa Selic cai, o efeito é o contrário.

Também serve como referência para a remuneração dos títulos públicos federais.

Quando o governo brasileiro pega recursos emprestado com investidores através dos seus títulos pós-fixados, pagam a taxa Selic.

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Não aprofundaremos o conhecimento dos títulos públicos neste momento, mas deste fator sairá a segunda lição do artigo.

Emprestar dinheiro para o governo, ou seja, comprar títulos públicos, será o investimento de maior segurança dentro da economia. O risco do Estado dar calote é bem menor do que qualquer outra instituição privada do país.

Então não há justificativa para se ter um investimento que pague menos que a Selic.

2. SEUS INVESTIMENTOS DEVEM RENDER PELO MENOS A SELIC

CDI

É a taxa de juros utilizada no mercado interbancário.

Quando um banco pega recursos emprestados com outro banco, ou com investidores, usará a taxa CDI como referência para a remuneração que será paga pelo empréstimo.

Quando você investe em um CDB por exemplo, você está emprestando dinheiro a um banco, e sua remuneração será balizada pelo CDI.

Como os bancos aqui no Brasil consideram ter o mesmo risco de crédito de um título público, o CDI estará sempre sendo negociado no mesmo patamar da taxa Selic.

Se temos uma Selic de 7% a.a., o CDI estará bem próximo deste resultado. Se a Selic subir, o CDI sobe, se cair, o CDI cai.

A lição que devemos tirar deste terceiro conceito é que:

3. SEUS INVESTIMENTOS DEVEM RENDER, ASSIM COMO A SELIC, PELO MENOS 100% DO CDI

No site da Cetip (www.cetip.com.br) você encontrará quanto está o CDI, e esta será a linha d’água, o rendimento mínimo aceitável de uma aplicação financeira.

Para compreender-se a proporção de pessoas que ganham menos que o CDI no Brasil, trago o exemplo de um fundo de investimento do Banco Bradesco, muito utilizado por investidores Brasileiros:

HIPERFUNDO BRADESCO

Comparador de Fundos

fic de fundos

Fundo de investimento de renda fixa com mais de 316 mil investidores e aproximadamente 3 bilhões de reais investidos. A performance histórica do fundo é de 57% do CDI, um rendimento inferior ao poupança.

Citei este exemplo no Bradesco, mas há fundos com esta performance de proporções iguais ou maiores no Itaú, Santander, Caixa Econômica, Banco do Brasil…etc.

Este exemplo é para compreendermos o quão grande é o número de investidores com capital mal alocado no Brasil.

Você deve estar se perguntando: Quais investimentos entregam rendimentos acima do CDI? E qual a segurança?

No mercado temos diversas opções, como:

Títulos Públicos:

Ativos: LFT (Tesouro Selic), LTN, NTN-B;
Segurança: garantido 100% pelo Tesouro Nacional.

Títulos Privados – Emissão Bancária:

Ativos: CDB, LCA, LCI, LC;
Segurança: garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), órgão que protege o investidor em até 250 mil por instituição bancária onde foi feita a aplicação.

Títulos Privados – Emissão não bancária:

Ativos: CRI, CRA, Debenture;
Segurança: Lastro na própria instituição privada.

Certificado de Operação Estruturada
Ativo: COE
Segurança: Lastro no banco originador do título

Fundos de Investimentos
Segurança: Lastro na carteira de ativos do fundo

Dentro deste grupo de investimentos você encontrará opções com rendimentos superiores ao CDI, dependendo da instituição financeira, é necessário avalia-las antes da decisão.

Aqui no EUQUEROINVESTIR você pode ter o auxílio de um especialista gratuitamente. Deixe seu contato e suas dúvidas:

Antes de nos aprofundarmos em cada um destes investimentos, vamos conhecer quais os tipos de rendimento, e entender que para cada momento econômico, existirá uma melhor opção:

TIPOS DE RENDIMENTOS

Títulos pós-fixados:
São atrelados ao CDI, ou seja, rendem um percentual do que render o CDI
Exemplo: 120% do CDI
Melhor cenário: Taxa de juros básica com expectativa de alta, porque conforme a Selic for subindo, seu rendimento irá aumentando.

Títulos pré-fixados:

Com uma rentabilidade fixa, rendem a taxa acordada no momento da aplicação. Não importa o que aconteça economicamente durante o período da aplicação, você saberá desde o princípio quanto ganhará no fim da aplicação.

Exemplo: 12% ao ano

Melhor cenário: Quando temos uma taxa de juros básica alta, com expectativas de quedas. Na teoria fixaremos taxas altas, garantindo bons ganhos, onde futuramente as taxas serão baixas.

Títulos pré + inflação:

São mistos, possuem parte pré-fixada, e outra parte ligado ao índice de inflação (IPCA).

Exemplo: 7% + IPCA

Melhor cenário: A taxa oferecida aqui refere-se ao ganho real, o que de fato importa nos seus resultados, o ganho que está tendo acima da inflação. Este tipo de taxa costuma proteger o investidor de um cenário onde temos taxa Selic estabilizada e inflação subindo, espremendo os ganhos da sua aplicação.

Como poucas aplicações são isentas de imposto de renda, este será outro ponto muito importante de se compreender, antes de falar na prática sobre os investimentos.

IMPOSTO DE RENDA

Qual é a parcela do governo no lucro dos nossos investimentos?

O imposto atua sobre o lucro, desta forma se a rentabilidade bruta do seu investimento for de 20% após 2 anos, supondo que você investiu R$ 10.000,00 reais, terá recebido um lucro de R$2.000,00. Sendo assim, o imposto devido será de 15% sobre R$ 2.000,00 = R$ 300,00. O valor a ser recebido, já liquido de imposto será de R$ 11.700,00.

O percentual sobre seu lucro, que chamamos de alíquota, variará conforme o tempo da sua aplicação.
Esta é a tributação regressiva, aplicado em quase todos os investimentos, exceto ações e previdência.

Alíquotas x Prazos de Investimentos

aliquotas x prazos de Investimentos

O que aprendemos até agora:

– Existem formas de investir tão seguras quanto a poupança: títulos públicos, títulos privados, Fundos de investimentos.
– Temos uma linha de corte de 100% do CDI, o mínimo aceitável de um investimento.
– Dentre os títulos existem variações de taxas: pós-fixado, pré-fixado e pré+IPCA.
– Que podem ou não ser isentos de imposto de renda.

A partir de agora vamos entrar no assunto investimento. E a primeira dúvida que paira na cabeça é: Qual investimento escolher?

Partindo da premissa que NÃO EXISTE O MELHOR INVESTIMENTO DO MERCADO, e sim as opções que melhor atenderão seus objetivos, teremos três pontos a responder antes da tomada de decisão:

PRAZO: essa pergunta você vai responder de acordo com os objetivos que tem para os recursos. Sejam eles reserva de emergência, compra de um bem, abertura de uma empresa, aposentadoria…

VALOR INVESTIDO: Quanto maior o volume, maior poderá ser o número de ativos a ser incluso à carteira, e consequentemente maior será a diversificação e possibilidade de maiores retornos.

ECONOMIA: Selic, CDI e como estão as expectativas do mercado. Se temos determinado viés para economia, certos ativos representarão melhores oportunidades.

Após definido os objetivos e prazos, torna-se muito importante a procura de um especialista na área para lhe orientar a encontrar as opções mais adequadas.

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Para exemplificar apresento a vocês a carteira de investimentos do Batista, da Joana e do Alcides. Três investidores com perfis e objetivos totalmente diferentes:

1) João:

João é um investido de curto prazo. Recebeu uma herança no valor de R$500.000,00 e utilizará os recursos para a compra de um imóvel nos próximos meses.

Com prazos de até um 1,5 anos, o ideal é preservar o capital com ativos de regularidade para não correr o risco de comprometer os rendimentos.

Para o João o ideal será trabalhar com ativos de crédito privado – emissão bancária como:

LCI – Letra de Crédito Imobiliário
LCA – Letra de Crédito do Agronegócio
CDB – Certificado de Depósito Bancário
LC – Letra de Cambio
Fundos de Investimentos de renda fixa e crédito privado

Traduzindo as alternativas:

LCI, LCA (isentos de imposto de renda) e CDB são títulos originados por instituições bancárias. Quando compramos estes títulos, estamos emprestando dinheiro ao banco.

A LC é semelhante, o que muda é a instituição para qual emprestamos. Neste caso o empréstimo é concedido a uma financeira.

Nos três casos contamos com a garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito). Este órgão protege o investidor de qualquer inadimplência bancária nestes títulos de renda fixa. O valor de proteção é de até R$250.000,00 por banco, com um limite de R$ 1.000.000,00 por CPF.

Isso significa que basta o João dividir seus recursos em dois ou três títulos de bancos diferentes que estará 100% protegido.

Os fundos de investimentos são como condomínios. Os investidores compram cotas dos fundos para que um gestor administre quais ativos farão sua composição (de acordo com a classe).

A garantia é a própria carteira de ativos do fundo, que pertence a seus cotistas. O gestor é apenas quem pilota os recursos e cria as estratégias de alocação.

Para o João a classe mais adequada será a de renda fixa e crédito privado, que conciliarão regularidade e bom retorno.

2) Joana:

Joana trocou seu imóvel por uma aplicação financeira. O objetivo dela é rentabilizar o patrimônio para que daqui a 10 anos possa conquistar uma aposentadoria tranquila.

Joana pode incluir em sua carteira os mesmos títulos de renda fixa do João, só que com prazos de carência maiores, o que proporcionará a ela maiores taxas de retorno.

Joana também poderia diversificar, incluindo em sua carteira títulos como:

CRI – Certificado de Recebíveis Imobiliários;
CRA – Certificado de Recebíveis do Agronegócio;
Debentures, Denbentures incentivadas.
Fundos de Investimentos Multimercados.
COE – Certificado de Operações Estruturadas

Traduzindo: CRI, CRA (isentos de imposto de renda) e debentures são títulos de renda fixa semelhantes às LCI, LCA e CDB. A diferença aqui está no originador, que ao invés de ser uma instituição bancária, trata-se de uma instituição privada.

Costumam ter vencimentos longos, de 5, 7, 9 anos. Como neste caso não há proteção do FGC, as taxas oferecidas são maiores, para compensar o risco maior do emissor. Um cuidado que deve-se ter no momento da escolha do ativo é a nota de rating da empresa, que diz o quão confiável ela está no mercado.

Os fundos de investimentos da classe multimercado mesclam renda fixa e variável em um único ativo. Costumam apresentar rendimentos muito altos no mercado, e como para Joana o horizonte da aplicação é longo, enfrentar a volatilidade característica desta classe não será problema.

Os COEs, assim como os CDBs, são emitido por instituições bancárias. A principal diferença é que neste caso a instituição precisa investir os recursos na cesta de ativos ao qual o título pertence, e a remuneração paga será baseada nele.

São uma mescla entre renda fixa e variável, porque oferecem capital protegido + uma taxa fixa + a variação de um determinado índice.

Ex: Joana aplicou ao longo de 2017 num COE muito interessante, que foi destaques em rentabilidade no ano, o COE S&P500.

O título tem vencimento em 5 anos, oferece capital protegido, uma taxa fixa de 30% nos 5 anos + a alta do índice S&P500 (índice das ações das 500 maiores empresas dos EUA).

Cada COE tem características distintas, por isso, antes de investir o ideal é que o investidor analise junto a um especialista todas as condições da aplicação.

3) ALCIDES

Alcides é um investidor que está começando a construir seu patrimônio. Ainda não possui uma quantia acumulada, mas poupará todo mês um valor para direcionar a aplicações financeiras.

Para este investidor o ideal é procurar por veículos fáceis, que permitem aportes baixos e resgate imediato caso ele tenha uma emergência.

LFT (Tesouro Selic) que já falamos anteriormente e alguns fundos de investimentos, farão bastante sentido.
Deve-se apenas ter cuidado com as taxas de custódias cobradas pelas instituições, opte por aquelas como a Corretora XP Investimentos, isenta de taxas.

Lembre-se:
– Cada investidor é único e terá uma carteira que melhor combina com ele;
– Investir de forma correta é tão emocionante quanto observar a grama crescer, não se assuste com oscilações de curto prazo;
– Investir é uma maratona, não uma corrida de 100 metros. Paciência e foco são fundamentais;
– Juros reais são mais importantes que os juros nominais. Não fiquem presos a rendimentos passados.

Um abraço e até o próximo artigo!

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Como começar a investir? Este vídeo entregará as respostas que você precisa para iniciar no mundo dos investimentos. Confira!

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Paulo Dalla Rosa

Paulo Dalla Rosa, é um dos fundadores do Portal Eu quero investir, Com mais de 12 anos de experiência no mercado financeiro, auxiliando neste tempo milhares de investidores a atingirem seus objetivos através deste mercado.

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