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Como a Amazon ultrapassou a Microsoft e se tornou a mais valiosa do mundo

Mesmo em um cenário bastante volátil entre as gigantes da tecnologia, a Amazon desbancou a Microsoft e assumiu a liderança do ranking das empresas mais valiosas do mundo.

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Jeff Bezos, fundador e Ceo da Amazon. Crédito da imagem: David Ryder/Getty Images

Na primeira semana de janeiro de 2019, a Amazon se tornou a empresa mais valiosa do mundo. Essa é a primeira vez que a companhia atinge a liderança desse ranking, tudo em meio a um cenário em que o valor das ações de companhias ligadas a área de tecnologia tem apresentado quedas por conta da redução nas vendas e as preocupações do mercado com as tensões comerciais que se instalaram no mundo.

Fundada há 25 anos, a Amazon atingiu a marca de US$ 797 bilhões em valor de mercado, deixando para trás a Microsoft, que liderou esse ranking por um bom tempo e hoje é cotada em US$ 789 bilhões.

O fundador dessa gigante do comércio eletrônico é Jeff Bezos, empresário que já é considerado o homem mais rico do mundo com a sua fortuna estimada em US$ 135 bilhões, segundo informações da Bloomberg.

A história da Amazon

Tudo começou no ano de 1994 em uma garagem na cidade de Seatle, nos Estados Unidos, quando Jeff Bezos criou uma pequena startup que atuava no seguimento de venda de livros usados. O primeiro nome da companhia era “Cadabra”.

Em cerca de dois anos, a startup já havia crescido e agora operava em diversas cidades do país.

Já em 1997, a companhia começou a negociar suas ações na bolsa de valores. Após esse acontecimento, a Amazon atingiu o valor de mercado de US$ 54 milhões e seu fundador passou a figurar na lista dos milionários norte-americanos com apenas 35 anos de idade.

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Crédito da imagem: Joe Klamar | AFP | Getty Images

De 1997 em diante a empresa se dedicou com afinco ao seu crescimento. O faturamento era reinvestido na criação de redes de distribuição, na compra de novos depósitos e em tecnologia para o armazenamento de informação.

Hoje, apesar de ser muito conhecida no mercado pela venda de produtos online, a Amazon opera diversos outros negócios menos conhecidos. Entre eles está o de armazenamento em nuvem, uma das grandes apostas da companhia para continuar alavancando o seu crescimento.

Recentemente, a Amazon Web Services entrou em uma concorrência com outras gigantes do mercado de tecnologia como Oracle e Microsoft para uma licitação cotada em US$ 10 bilhões. O cliente será o Pentágono, principal órgão de defesa dos EUA.

O contrato em questão será concedido a apenas uma empresa, que irá fornecer o serviço de armazenamento em nuvem para o governo. O contrato é conhecido como “Jedi”, que além de ser uma alusão aos personagens do filme “Guerra nas Estrelas”, também é a sigla em inglês para “Empreendimento Conjunto de Infraestrutura de Defesa”.

As concorrentes nessa licitação têm criticado a Amazon por a considerarem um competidor em vantagem, visto que a empresa já presta serviços de gerenciamento de dados sigilosos para a Agência de Inteligência Americana (CIA).

Apple, Google e Microsoft

Entre os fatores que permitiram que a Amazon assumisse a liderança entre as grandes empresas de tecnologia do mundo, conhecido por “The Big 4”, está o fato de que esse mercado sofreu uma forte volatilidade ao longo dos últimos meses. Dentro desse grupo estão outras gigantes do mercado: Apple, Microsoft e Alphabet, a dona do Google.

No mês de agosto de 2017, a Apple atingiu uma marca histórica: tornou-se a primeira companhia de capital aberto que atingiu os US$ 1 trilhão em valor de mercado. A Amazon, por sua vez, atingiu a mesma marca um mês depois.

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Crédito da imagem: AFP PHOTO/Josh Edelson

Na época, o grupo do The Big 4 tinha como líder a Apple. Em segundo lugar estava a Amazon, seguida pela Microsoft e a Alphabet.

Contudo, esse cenário começou a sofrer mudanças depois que a Apple anunciou, há alguns dias, que suas vendas sofreram uma queda. Desse momento em diante a empresa começou a ver o preço de suas ações despencar e hoje o seu valor de mercado é estimado em US$ 702 bilhões.

A maior preocupação dos investidores da Apple é que a guerra comercial travada entre china e Estados Unidos, além de outros fatores como a desaceleração econômica que ocorre em Pequim e a queda no volume de venda dos iPhones possam afetar negativamente a companhia.

Por outro lado, a Microsoft não perdeu o seu posto de líder por conta de uma crise, como aconteceu com a Apple, mas sim pelo fato de ter sido ultrapassada pela Amazon com uma margem bastante estreita.

Já a Alphabet também é afetada por essa volatilidade no mercado, contudo, vivencia um volume menor de altos e baixos que as demais empresas do grupo.

Dessa forma, em meio a águas tão turbulentas, é que a Amazon soube aproveitar as oportunidades e se tornou a empresa mais valiosa do mundo.

Fonte da notícia: Portal Globo.com

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Késia Rodrigues - Colaboradora Independente

Colaboradora Independente do Portal EuQueroInvestir e leitora assídua de conteúdos sobre economia e política. Apaixonada por literatura, viagens, tecnologia e finanças.

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