BTG (BPAC11): preços das commodities seguem elevados; demanda chinesa deve subir

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Unsplash

O BTG Pactual Digital (BPAC11) divulgou nesta terça-feira (13) seu relatório com as perspectivas para o mês de janeiro para as commodities.

Segundo o banco, o final de 2021 foi marcado pela redução da preocupação com a variante ômicron, o que impulsionou altas em diversos ativos, dentre eles a maioria das commodities.

A elevação das cotações do petróleo foi impulsionada também pelos baixos níveis de estoques nos Estados Unidos e pela crise no Cazaquistão.

Adicionalmente, a fala do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, no Senado americano, sinalizando que a redução do balanço da instituição ainda deve demorar “três ou quatro” reuniões do Fed, completou o quadro altista.

O minério de ferro também apresentou recuperação expressiva, com grande expectativa de demanda nos próximos meses, pela retomada do nível usual de produção de aço na China.

Entre as soft commodities, a soja e o milho tomaram direção de alta nas últimas semanas, a partir do impacto da La Niña na América do Sul, que provocou baixa incidência de chuvas disseminadas.

O banco pontua que, contrário ao usualmente observado, o etanol não seguiu o rumo do petróleo, apresentando leve queda nas últimas semanas, trajetória semelhante à do açúcar. Já o café, que sofreu de questões climáticas no Brasil assim como o açúcar, segue em trajetória de alta.

Completando o quadro para as commodities agropecuárias, o boi gordo apresentou novo movimento de alta, desta vez motivado pelo fim efetivo do embargo chinês às exportações brasileiras.

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