Pacote de ajuda: Comitê Orçamentário dos EUA avança em busca dos US$ 1,9 tri

Karin Barros
Colaborador do Torcedores

Crédito: PxHere

Nesta segunda-feira (22), o Comitê Orçamentário da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos votou a favor de avançar com o projeto de lei para um pacote de ajuda de US$ 1,9 trilhão, diante da pandemia da covid-19.

A medida foi avalizada por 19 votos a 16 e segue para o Comitê de Regras da Câmara, onde pode ser alterada.

O projeto prevê, entre outras medidas, cheques de US$ 1.400 para alguns americanos, uma elevação gradual do salário mínimo federal até US$ 15 por hora, além de financiamento para governos estaduais e locais.

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O Senado também precisa aprovar a lei, para que ela possa ser enviada ao presidente Joe Biden para sua sanção.

Valor é o necessário

A porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, propôs o pacote de resgate de US$ 1,9 trilhão por acreditar que é o tamanho “necessário”.

A proposta republicana de US$ 600 bilhões está “muito longe” do que o país precisa, indicou a assessora na coletiva de imprensa diária.

“Tamanho da proposta de pacote de Biden é do tamanho da crise que enfrentamos”, avaliou.

Ela também disse que, caso o mandatário não acreditasse na relevância do aumento do salário mínimo nacional, não teria incluído a medida no projeto.

Acordo nuclear

Em relação às tratativas sobre o Acordo Nuclear com o Irã, Psaki afirmou que o país persa segue longe do compliance, mas que “acreditamos que o Irã não deve ter arma nuclear, e a diplomacia é o melhor caminho”.

Segundo a porta-voz, as sinalizações da última semana mostraram que o país está aberto ao diálogo, e as conversas junto aos parceiros europeus são o caminho possível para um novo acerto.

Sobre o rival iraniano no Oriente Médio, a Arábia Saudita, Psaki afirmou que a administração busca “recalibrar” suas relações com o Reino, e que Biden deve dialogar com o rei do país, e não com o príncipe Mohamed Bin Salman, que vinha sendo interlocutor de Riad.

Em outros temas globais, a porta-voz afirmou que a administração vê o “relacionamento com China como competição, e queremos estar em posição forte”.

Gasoduto na Europa

Sobre o gasoduto Nord Stream na Europa, ela informou que Biden acha que “é um negócio ruim”, uma vez que divide os países europeus, e ameaça segurança, os tornando mais dependentes da Rússia.

Ainda assim, segundo a porta-voz, o presidente americano avalia que “sanções não são único caminho possível”.